RodysonKristnamurti

“O meu projeto futuro é de continuar representando a minha região que vai do Córrego do Barro, passando pelo Afonso Pena, Bom Pastor, Serra Verde, além de outros bairros que temos uma presença mais constante. Mas hoje procuro contribuir como cada região.

Qual o balanço que você faz do seu mandato neste ano de 2013?
O termo usado para o final do meu governo na presidência da câmara é missão cumprida. Quando eu e meus companheiros de mesa: Marquinho Clementino (Pros) vice-presidente; Edmar Máximo (PHS) secretário e Nilmar Eustáquio (PP) 2º Secretário, assumimos o comando da casa. Enfrentamos uma grande dificuldade que foi adequar a queda de recursos com o aumento do número de vereadores aprovado pela legislatura anterior. De 13 fomos para 17 vereadores e, além disso, também aumentou o número de assessores, mais carros alugados, mais linhas de telefone e gastos de gabinete. Tivemos que implementar uma reforma em tempo recorde para acomodar todo esse pessoal. Para conseguir atingir o equilíbrio financeiro aplicamos o que denominamos de “Choque de Gestão”, a exemplo do que fez o então governador Aécio Neves (PSDB), quando assumiu o governo de Minas pela primeira vez enfrentando também grandes dificuldades financeiras e administrativas. Da mesma forma que Minas Gerais se reergueu, aqui em Divinópolis, na câmara, conseguimos o mesmo sucesso, cumprindo assim o lema que norteou nosso trabalho: “Participação consciente, gestão competente”. Tomamos medidas antipáticas porém necessárias.
Tivemos que voltar funcionários concursados para seus lugares de origem e também tivemos que dispensar terceirizados. Também estipulamos regras rigorosas de controle das despesas. Os gastos com telefone e gasolina, por exemplo, despencaram no primeiro semestre, que são os dados já consolidados do levantamento que fizemos. Estamos fechando os números do segundo semestre no final do ano, mas deu tão certo, que a economia de recursos foi suficiente para autorizarmos a compra de novos computadores, equipamentos para a TV Câmara e a instalação de um estúdio de televisão para produção de diversos programas e jornais televisivos no anexo da câmara.

Qual a sua opinião em relação aos projetos mais debatidos na casa, como por exemplo, o crédito suplementar no montante de aproximadamente de R$22 milhões de autoria do Poder Executivo e a proposta de lei sobre a extinção dos cargos de auxiliar de serviço na prefeitura?
Os vereadores foram eleitos para votar e dizer: “Sim” ou “Não”. Temos que ter um lado. E o meu posicionamento é o de apoiar a administração municipal. Afinal, eu sou do mesmo partido do prefeito e do deputado federal Domingos Sávio, o PSDB. Conseguimos uma vitória histórica em 2007 e outra eleição que entrou para a história em 2012 com Vladimir sendo o primeiro prefeito a ser reeleito consecutivamente. Também levo, pessoalmente, ao chefe do executivo as minhas sugestões de mudança com o objetivo de ver o governo acertando. Se o governo acerta quem ganha é a população. O crédito suplementar como o próprio nome indica é um dinheiro suplementar para que o governo dê continuidade as suas ações. Não podemos ser irresponsáveis de parar a cidade por capricho político. E a extinção dos cargos de auxiliar não vai prejudicar quem já está concursado nesta função. Simplesmente, daqui pra frente não serão contratados servidores neste cargo de atuação ampla. Portanto, não haverá prejuízo para ninguém que já está trabalhando. Estamos analisando o projeto da extinção dos cargos, estudando os detalhes. Pretendo me reunir com as lideranças dos trabalhadores e vamos avaliar melhor o projeto para votarmos com a consciência do voto certo.

Sobre as audiências públicas que ocorreram ao longo do ano, como Copasa, terceirização do hospital público por meio de Organizações Sociais (OS), MG 050 e Concessionária Nascentes, atuação do INSS quanto aos laudos periciais. Qual a importância de se debater estes temas no legislativo? Fale sobre cada item.
Na câmara debatemos os assuntos mais importantes para o município. Cada audiência pública é a oportunidade que o povo tem para se manifestar, para levar sua opinião, para apresentar a sua sugestão, para fazer a sua cobrança. Através dessas manifestações que nós, vereadores, formamos o nosso juízo de valor. Quanto a Copasa precisamos cobrar mesmo uma maior agilidade na implantação do sistema de despoluição do rio Itapecerica. A escolha certa da forma como o hospital público será administrado significará a resolução dos problemas da saúde ou o aprofundamento da crise da saúde. O INSS teve que dar explicações ao povo quanto ao porque de aconteceremmuitas negativas de laudos periciais. E a Nascentes das Gerais, depois que aumentou a pressão do povo e dos vereadores, apresentou um plano de viabilização da duplicação da estrada que liga Divinópolis à Mateus Leme. Portanto, depois que os assuntos são levantados pelas audiências públicas às coisas acontecem. Pena que tem que ser assim para as outras esferas do poder público funcionar!

Sobre o plano diretor. Como está o andamento e estudos desta lei na casa legislativa? Qual sua opinião?
O Plano Diretor foi elaborado pela FUNEDI através do comando e do trabalho esforçado do Diretor da FUNEDI, professor Gilson. Aproveito para parabenizar a FUNEDI pelo trabalho de alta qualidade apresentado à câmara e fruto da manifestação da população que participou das reuniões públicas setorizadas ao longo de um ano. O projeto está tramitando na casa. Precisa de receber os pareceres das Comissões Permanentes da câmara. Como envolve assuntos de toda ordem da cidade não é uma tarefa simples. Pelo contrário, exige um estudo técnico minucioso. Também não descartamos a contratação de uma equipe técnica jurídica externa para nos auxiliar na avaliação do projeto que tramita. Pela sua complexidade, o projeto será votado em 2014 e todos os vereadores se debruçarão em cima desta matéria ano que vem. A Mata do Noé é um assunto que envolve uma legislação ambiental e, como o Plano Diretor traça normas genéricas não pode haver dentro do Plano o foco de um só assunto como a Mata do Noé, mas que está contemplada num zoneamento especial. Além do mais, precisamos analisar também a proposta de legislação do executivo para criação de um Parque Ecológico que permita Divinópolis preservar da melhor forma aquela importante área que é considerada o pulmão da área urbana.

Dentre as indicações e projetos que você apresentou na câmara municipal pontue sobre estes:
Este foi um ano atípico já que comecei exercendo no primeiro ano desta legislatura o cargo de presidente. E, justamente, por ser o presidente da casa evitei apresentar projetos de lei. Não gostaria de misturar assuntos de defesa do meu mandato com a atuação independente da presidência. Também concentramos nosso esforço e dedicação a administração da casa, além de termos executado diversos projetos através da Presidência encaminhando o debate e votação de dezenas de projetos de lei da Câmara e também legislação enviada pelo executivo. Portanto, em 2014 os projetos foram assinados pela mesa e posso citar alguns importantes como a doação do imóvel da Câmara para se transformar em sede dos ex-combatentes de Divinópolis. Também aprovamos um projeto que reverteu para o município dezenas de móveis e computadores que serão enviados para associações e entidades beneficentes. Outro projeto apresentado pela mesa e de grande importância para a consolidação da transparência e do processo político foi o fim do voto secreto. Estamos alterando o regimento interno para que não exista mais este voto escondido, este voto sigiloso que não permite o povo saber como o seu representante está se posicionando.

Sobre a mesa diretora. Qual é o aprendizado que você tira desse período como presidente da mesa? Você pensou em algum momento em colocar o seu nome a disposição para a tentativa de se reeleger como presidente?
O aprendizado que levo é que para administrar temos que ter coragem. Não podemos nos esconder dos problemas. Temos que enfrentar a situação, buscar solução, dividir opiniões e decidir. Hoje os governantes não decidem. Aprendi a esperar um pouco mais, a não ser tão afoito, tão explosivo. Comecei cedo na política querendo fazer as coisas muito rápido. Temos sim que ter celeridade, mas temos que encontrar o tempo certo. Governar a câmara me deu uma experiência de administração de recursos como ordenador de despesas. Muitos apostavam que eu perderia a paciência. Algumas pessoas frequentaram o plenário só para me fazer perder o ponto de equilíbrio. Mas não conseguiram. Pelo contrário, me ajudaram a ser mais perseverante na busca por novas conquistas.

O que a população pode esperar de você em 2014? Quais são os seus projetos futuros?
O meu projeto futuro é de continuar representando a minha região que vai do Córrego do Barro, passando pelo Afonso Pena, Bom Pastor, Serra Verde, além de outros bairros que temos uma presença mais constante. Mas hoje procuro contribuir com cada região da cidade e zona rural. Tenho forte ligação com o homem do campo e vamos, em 2014, valorizar mais esse sofrido cidadão que trabalha e mora na zona rural. Podem esperar de mim muito trabalho e força de vontade para colocarmos Divinópolis no primeiro lugar entre as cidades do interior de Minas.

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