sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014 05:10h Luciano Eurides

Rômulo Duarte deixa hoje a Secretaria de Esportes

Ele assumiu com o propósito técnico e teve ao longo do tempo o respaldo político. Vindo da natação, conseguiu o apoio do futebol e foi na infraestrutura a maior dificuldade encontrada.

A Secretaria de Esportes e Lazer, depois transformada em Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude teve a frente nos últimos cinco anos o secretário Rômulo Augusto Duarte da Silva. Ele assumiu com o propósito técnico e teve ao longo do tempo o respaldo político. Vindo da natação, conseguiu o apoio do futebol e foi na infraestrutura a maior dificuldade encontrada.
O calendário esportivo da cidade foi desenhado, as condições financeiras não permitiram a permanência dele. Seria competições de futebol como Copa Rural, Copa Divinópolis e Copinha Divinópolis. Uma Corrida de Rua, a Corrida do Lago no dia 21 de Abril e a realização dos Jogos Escolares de Divinópolis seriam os principais eventos. A comunidade esportiva cobrou melhorias nas infraestruturas físicas, avançou, a passos lentos, mas houve o atendimento.
Rominho Duarte é autocrítico e avaliou o desempenho dele enquanto secretário. “Acaba ser também um fato histórico e tive a oportunidade de marcar a secretaria no centenário, marcou a minha vida como um todo, é um aprendizado constante e só tenho a agradecer àqueles que me deram esta oportunidade. Não podemos apenas ressaltar nossas conquistas e sem levar em conta todo um passado onde muito se foi criado. Tivemos uma gestão mais técnica e voltada para resultados, um crescimento em modalidades e qualidade das ações. O alcance dado a cada evento, artes marciais, ciclismo, vôlei e inclusive na resolução dos problemas do poliesportivo onde os atletas que marcaram o vôlei olímpico estiveram na nossa cidade. Sentimento que fica é de dever cumprido”, garantiu.
O desejo do secretário não foi totalmente possível. “Esforço não faltou, mas não conseguimos fazer tudo, tenho a humildade e o entendimento em que não fizemos tudo, tivemos um último ano de dificuldade financeira para todos os municípios brasileiros. O esporte é um produto simpático e aceitável, nas dificuldades a comunidade esportiva nos recebeu bem, tivemos honestidade e transparência, ações simples com resultados e adesão para gerar políticas públicas”, ressaltou.
A característica do mandato dele foi a política da coletividade. “Somos criticados, mas temos muitas revelações esportivas e de várias modalidades, isso tem de ser discutido a nível estadual e nacional. As bolsas atletas já funcionam e deverá haver critérios e ser discutido com secretarias da fazenda e planejamento e até mesmo o legislativo. O atleta da natação precisa de tempo e índice, o das artes marciais de uma vitória, cada caso é um caso”, falou.
Na questão da infraestrutura a maior dificuldade e os avanços principais foram elencados. “Conseguimos desembolar a verba para o CSU e também o poliesportivo central e de Ermida. O CIE (Centro de Iniciação do Esporte) é um forte marco e tem uma importância grande e sintetiza a ampliação das modalidades esportivas e proporciona a inclusão social”, falou e acrescentou a academia ao ar livre. “Elas tem o papel de trazer as pessoas aos espaços públicos e isso é o início de um comportamento visando a qualidade de vida”, acrescentou. De todas implantadas apenas uma foi vítima de vandalismo sendo um sinal do cuidado das pessoas com estes equipamentos.
A questão do Divinópolis Tênis Clube (DTC) é uma novela que vai se arrastar ainda por mais algum tempo. “Um caminho que foi iniciado pela Assembleia Legislativa, havia um imbróglio para a municipalização, parte do município, outra do Estado e ainda de uma família, o que fizemos foi reunir tudo, e depois vir o processo de devolver tudo para a entidade DTC. Fizemos o gerenciamento das informações e há encaminhamentos. O local merece uma gestão de espaço, local para formação de atletas e atendimento a terceira idade. Várias modalidades esportivas podem ser desenvolvidas naquele local, foco para a terceira idade pela localização e mobilidade que ali permite”, opinou.
Segundo Rômulo Augusto Duarte o futuro dele será no esporte. “Sempre trabalhei nessa área, é uma ferramenta educacional, passa pelo desenvolvimento social e econômico, saúde e qualidade de vida. Estou com uma ligação mais direta com o Ministério dos Esportes e dentro de algumas semanas estarei lá para abrir frentes para o esporte, levar demandas e trazer soluções para o esporte regional. Sempre fui do esporte mineiro, porém o poder público suga muito tempo da gente, a partir de agora as coisas acontecerão naturalmente”, adiantou.
O esporte é a ferramenta mais barata para a prevenção a drogas e criminalidade. A qualidade de vida evita gastos astronômicos na área de saúde. A realização de dois eventos mundiais (Copa do Mundo e Olimpíadas 2016) trará para o próximo secretário alguns desafios. Segundo Rominho o convívio dele com prefeito e vice, secretários e vereadores sempre foi harmonioso. “Saída harmoniosa, acertada, é uma saída justificada. O prefeito me deu oportunidade de crescimento, sem rompimento, sem aresta, a preocupação é com a transação acredito que nosso prefeito vai fazer o anúncio oficial e sempre foi assertivo em suas indicações e será o melhor para o esporte”.

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