quarta-feira, 7 de Outubro de 2015 13:46h

Rossetto diz que governo está confiante na aprovação da ‘nova CPMF’ pelo Congresso Nacional

Em sua primeira entrevista, como titular da nova pasta, ministro trata da sustentabilidade da Previdência Social

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, disse que o governo está confiante na aprovação da “nova CPMF” (PEC 140/2015), em discussão pelo Congresso Nacional. “Esperamos uma rápida aprovação, pois a CPMF é fundamental para o financiamento de curto prazo da Previdência Social brasileira”, declarou o ministro em entrevista, logo após a cerimônia de transmissão de cargo, na manhã desta terça-feira (6), em Brasília.

Aos jornalistas, o titular da nova pasta criada pela fusão dos dois ministérios, reiterou o objetivo de ampliar, cada vez mais, o diálogo com os diversos setores da sociedade para aperfeiçoar o sistema previdenciário brasileiro. Rossetto afirmou que ainda este mês deve apresentar propostas que já vêm sendo discutidas desde o início do ano e, mais recentemente, no Fórum de Debates sobre Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social, coordenado por ele.

“Em paralelo à aprovação da CPMF, vamos construir uma agenda positiva que garanta o futuro da Previdência Social, um patrimônio da sociedade, da democracia e da cidadania brasileira”, explicou. A intenção, segundo ele, é melhorar a receita e o financiamento, mantendo um controle rigoroso sobre os benefícios do INSS.

Rossetto destacou que a orientação da presidenta Dilma Rousseff é preservar esse patrimônio, adequando a Previdência aos desafios que a sociedade oferece: “A população vive mais, e essa é uma ótima notícia. Também caiu a taxa de mortalidade. Mas, logo, teremos uma relação alterada entre o número de trabalhadores da ativa e o número de idosos”.
Integração – Entre os desafios, Rossetto falou ainda sobre a relação entre o tempo de serviço e a idade de aposentadoria: “Trabalho e previdência, trabalho e aposentadoria caminham juntos. Vamos incentivar a forte integração dessas duas áreas. São os trabalhadores da ativa, com suas contribuições que sustentam as aposentadorias. Vamos nos concentrar para encontrar e oferecer alternativas de emprego e renda para o nosso País. Buscar eliminar a desigualdade de renda para negros e mulheres. E estimular o acesso do jovem ao mercado de trabalho”.

“O nosso objetivo será criar um grande ambiente de negociação, diálogo e entendimento com todos os setores. Vamos continuar conversando com as centrais sindicais, empresários, aposentados e com as lideranças partidárias para criar um ambiente favorável, de modo que tenhamos um diagnóstico comum e possamos apresentar alternativas consistentes que garantam direitos, ao mesmo em que garantam a sustentabilidade da previdência”, afirmou.

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