sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012 18:21h Atualizado em 4 de Fevereiro de 2012 às 18:04h. Flávia Brandão

R$ 19,2 milhões

Na última reunião da Câmara, o vereador Edson Sousa (PSB) cobrou o relatório de Avaliação de Danos Materiais (AVADAN) com o registro oficial dos danos causados pelas enchentes. O secretário Lúcio Espíndola disse que o município já fez sua parte

O vereador Edson Sousa (PSB) cobrou do líder do governo Edmar Rodrigues (PSD), na reunião ordinária, do dia 2, o relatório de Avaliação de Danos Materiais (AVADAN), com o registro dos danos causados pelas enchentes. O secretário da Usina de Projetos, Lúcio Espíndola, disse que todos os documentos necessários já foram enviados ao Governo de Minas, que irá fazer a interface com a esfera federal para avaliação das demandas, sendo que as obras de prevenção e reparação de danos foram estipuladas em torno de R$ 19,2 milhões.
Edson Sousa justificou o pedido dizendo que não quer mais os relatos não oficiais do prefeito Vladimir, mas quer ter conhecimento realmente quais os problemas causados pelas enchentes sendo que o AVADAN é um documento público e que faz parte de todo o processo de emergência ou calamidade pública.
O vereador diz desconhecer o valor que será repassado ao município e o que está sendo comunicado é através de manchetes de jornais e argumentos de publicidade oficiosa do governo. “Quando o vereador Edmar faz esse discurso que tem gente atrasando pagamento, que tem ponte caindo, ele mistura política de gestão, de custeio e despesa corrente com política de infraestrutura. Não queremos isso, mas sim um relatório técnico que seja apresentado à sociedade, ao plenário e a imprensa”, disse. O líder do governo assumiu o compromisso de apresentar o relatório na próxima terça-feira (7).
Providências
O secretário Lúcio Espíndola explicou que a Defesa Civil junto a outros órgãos da Prefeitura fizeram um série de levantamentos sobre os danos no município, principalmente, após os eventos da chuva do dia 03 de janeiro, no qual houve o pico da cheia do Rio Itapecerica.  O secretário destaca inclusive que todos os prazos, que foram curtos, foram cumpridos a tempo pelo município. “Preenchemos o relatório de Notificação Preliminar de Desastre, Nopred, e depois o AVADAN e fizemos relatórios específicos para o Estado, para a alocação de recurso para essas obras emergenciais“, disse.
Pedido
O secretário disse que o pedido é para sete intervenções, sendo o total de R$ 19,2 milhões. Entre as principais, Lúcio cita as da Avenida Paraná, onde aconteceu o evento da erosão atingindo uma concessionária de veículos, no caso o Córrego Flechas Catalão, no total de R$ 2,5 milhões; a do Córrego do Milho Branco, na região da Rua José da Paz, no Bairro Nossa Senhora das Graças, no valor de R$ 4 milhões; recursos para continuar as contenções de muro de gabião, que se mostraram eficientes, para evitar a erosão; e também recursos para construção de muros de arrimo para conter deslizamentos no Bairro Niterói e na Avenida JK em frente ao Hospital Santa Lúcia.
Sem previsão
Lúcio Espíndola destacou que a gestão política junto ao Estado o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) tem feito e junto ao Governo do Federal - Ministério da Integração - está sendo intermediada pelo Governo do Estado, no entanto é difícil precisar quando os recursos chegaram ao município e os valores que serão repassados. “Quando os municípios mandam os relatórios de avaliação de danos isso passa por um comitê tanto no Estado como a nível nacional e dentro dos recursos disponíveis eles elencam as prioridades”, explicou.
Emergencial
O secretário afirma que esse ano é possível perceber que não há muito recurso disponível, mas ressalta que é importante sensibilizar as autoridades na esfera estadual e federal para pelo menos as obras emergenciais, que no caso seria as da Av. Paraná e da Rua José da Paz (Córrego do Milho), que somam em torno de R$ 6.5 milhões.

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