sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012 19:17h Atualizado em 21 de Janeiro de 2012 às 09:55h. Flávia Brandão

R$ 35 milhões já estão pré-aprovados para parte física do Rio Itapecerica

Secretário afirma que cerca de R$1 milhão já foi liberado para confecção dos projetos executivos

O secretário Municipal de Meio Ambiente, Pedro Coelho, foi procurado pela reportagem da Gazeta do Oeste para esclarecer a respeito dos projetos direcionados para a limpeza, recuperação de matas ciliares, desassoreamento, levantados pelo ex-prefeito Aristides Salgado como medidas a serem adotadas além do repasse do esgoto para a Copasa.
Pedro Coelho explicou que quando o prefeito Vladimir assumiu a prefeitura foi constatado para “surpresa”, que poucos estudos existiam em relação ao Rio Itapecerica. Após esse trabalho de diagnóstico, ele disse que a Prefeitura elaborou um plano de concepção do esgoto, com dois focos: “o aspecto de qualidade das águas e o aspecto físico do rio”. Dentro da qualidade da água houve o repasse do esgoto para a Copasa, considerando as questões técnicas e jurídicas, e onde foi colocado todo o levantamento do que deveria ser feito em relação a interceptores, canalizações e o cronograma de implantação.
Já em relação ao aspecto físico ele diz que feito um projeto macro do Rio Itapecerica e encaminhado a Brasília, sendo que foi agraciado com R$ 35 milhões, sendo que R$ 1 milhão já está disponível para elaboração dos projetos executivos, que envolvem: a criação de um plano diretor; 8km de gabiões, que é um das grandes alternativas para poder domar o trajeto do rio dentro da área urbana; e o projeto para construção da barragem do Walchir Resende para evitar as cheias períodicas. Sendo que a previsão desses projetos executivos é para esse ano.
Desassoreamento
Em relação ao desassoreamento, o secretário diz que a Prefeitura já fez vários estudos com hidrólogos, e que conhecem profundamente o Rio Itapecerica, que foram categóricos ao afirmar que a retirada de areia faz com a margem ceda ocupando o espaço no fundo do rio, criando assim um rio largo e mais raso, que se envelhece precocemente.  “No passado retiraram areia do rio Itapecerica, esses pontos são os pontos que o Rio envelheceu precocemente, isso é dado científico”, disse.
O secretário defendeu ainda que a Prefeitura avançou muito no que se refere ao Rio Itapecerica e alerta para a população não jogar lixo em lugar nenhum da cidade e adiantou que ainda a esse ano a Prefeitura pretende regulamentar a planfetagem na cidade para evitar sujeira nas vias públicas .
Matas ciliares
A respeito da recuperação das matas ciliares, o secretário afirma que é preciso separar as Áreas de Preservação Permanente (APP) na área urbana e a APP na rural. “Nós temos um rio que corta o centro urbano bastante antropizado, ou seja, no passado ocupamos essas áreas, o que tem que ser feito nessas áreas são parques lineares e não recuperação de APP porque não temos espaços para isso”, declarou.
O secretário citou os rios que cortam cidades estrangeiras como Tâmisa, Sena, Danúbio Chigaco River e os nacionais Gapibaribe, Morretes, e são cercados por parques lineares e não por recuperação de mata ciliar sem aspecto cênico. “Se recupera a mata ciliar, mas pensando, que ali vive gente e que ali é um lugar de lazer e turístico, onde que as pessoas podem passear e ver o rio. Esse é o nosso intuito transformar essas margens urbanas em parques lineares, como é o Calçadão do Porto Velho”, explicou.
Caminho certo
O secretário afirma que em 2016, se tudo correr dentro do cronograma, o esgoto de Divinópolis estará tratado, o que irá passar a classificação do Rio Itapecerica de bastante ruim para boa. Mas o secretário frisa que é preciso também trabalhar gradativamente a conscientização da população para que não jogue lixo nas ruas porque senão o rio ficará livre do esgoto, mas com lixo dentro. 

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