segunda-feira, 30 de Abril de 2012 16:47h Atualizado em 1 de Maio de 2012 às 08:55h. Marina de Morais

Ruas em Divinópolis recebem novos nomes nos bairros Marajó, Ipanema e Copacabana

Foram publicadas ontem, no Diário Oficial dos Municípios Mineiros, leis que prevêem a alteração de nomes em três ruas de Divinópolis, nos bairros Marajó, Ipanema e Copacabana. De acordo com o documento, em todos os casos, “a Prefeitura Municipal providenciará a colocação de placas indicativas no local, bem como a devida comunicação à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), Empresas de Telefonia e Cartório de Registro de Imóveis”.
A atual Rua Treze, no Bairro Copacabana, receberá o nome de “Dr. Massantônio Sebastião Marques”. A lei traz consigo a justificativa para o novo nome. “Dr. Massantônio Sebastião Marques, filho de José de Souza Marques e Iracema Maia, nasceu em 24 de dezembro de 1941 na cidade de Divinópolis/MG. Sua trajetória se inicia com uma infância humilde e de poucos recursos. Sem incentivos, Dr. Massantônio sempre gostou de estudar e diante de grandes dificuldades conseguiu conciliar trabalho e estudo até concluir sua formação como técnico em contabilidade. O ilustre advogado foi professor em várias escolas e atuou como técnico em contabilidade durante anos. Em 1967 ingressou na Faculdade de Direito do Oeste de Minas, iniciando assim sua carreira no meio jurídico. Pós-graduado, se especializou como tributarista e criminalista. Apaixonado pelo Tribunal do Júri atuou em mais de duzentos Júris em várias cidades do Estado de Minas Gerais. Dedicou-se a carreira jurídica por 36 anos. Recebeu inúmeras homenagens da imprensa divinopolitana. Foi rotariano e maçom por vários anos, alcançando neste o grau 33 (último grau) no ano de 2001. Era casado com Izaltina Medeiros Marques, e desta abençoada união gerou-se três filhos: Leonardo, Daniela e Gisele. Exemplo de honestidade, trabalho, humildade e profissionalismo, Dr.
Massantônio com certeza contribuiu muito para o crescimento de nossa cidade, principalmente para a justiça divinopolitana. Faleceu no dia 09 de maio de 2009”.
Já a Rua G, no Bairro Ipanema, receberá o nome de "Terezinha Moura Fonseca”. Segundo a lei a justificativa para o nome é a seguinte: “Terezinha Moura Fonseca, nasceu em 15 de maio de 1935, em Capim Branco, pequeno lugarejo próximo a Dores do Indaiá, filha de Joaquim José de Faria e Angelina Augusta de Moura. Ainda menina, mudou-se com seus pais e irmãos para a Fazenda Fragata, no Município de Quartel Geral, onde viveu a maior parte de uma infância muito pobre, e, também, onde mais tarde, conheceu Sebastião Gomes de Paulo, com quem se casou em janeiro de 1959, e com quem teve seus sete filhos, Belchior, Maria das Dores, Paulo, Maria José, Joaquim, Teresinha e João. Em 1976 veio para Divinópolis procurar tratamento médico para o marido acometido da doença de chagas, e que faleceu em agosto deste mesmo ano. Viúva, grávida e com os outros seis filhos menores, vendeu os poucos bens que possuíam na zona rural e fixou residência em Divinópolis, na Av. do Aço, no Bairro Interlagos, onde viveu praticamente o resto de sua vida. Para manter modestamente, mas com muita dignidade a família, contava com o trabalho dos filhos, e lavava roupas para outras pessoas para ganhar algum dinheiro, e ainda administrava os poucos recursos com muito bom senso e generosidade. Sempre, assim como o falecido marido, incentivava os filhos a estudar para conquistar melhores condições de vida, motivando-os, também a ser pessoas de bem, honestas e gratas com as pessoas que, de alguma
forma, tenham ajudado nos tempos mais difíceis. Conheceu as grandes alegrias de sua vida, seus netos Clara, Lucas e Paula, sendo que quando a Sofia chegou, infelizmente ela já havia partido. Pessoa de muita fé em Deus e com um carinho especial por Nossa
Senhora, dedicava-se a várias atividades religiosas, como Legião de Maria, Comunidades Eclesiais de Base, Equipe de Liturgia, Oficinas de Oração, todas ligadas à Igreja Católica, tendo sido também ministra da Eucaristia. Em outubro de 2001 quando se encaminhava para mais uma reunião das Oficinas de Oração foi acometida por uma parada cardiorespiratória que quase lhe custou vida e que a deixou por mais de três anos acamada, em coma, o que trouxe imenso sofrimento e aprendizado aos familiares e também aos amigos e vizinhos. Em 08 de novembro de 2011, já muito fraquinha e tendo cumprido com louvor sua missão nesta vida, ela partiu silenciosamente, como foi toda a sua vida, deixando um vazio e uma saudade imensa em todos aqueles que conviveram com ela. Vazio que foi sendo preenchido com a lembrança dos seus exemplos de vida, humildade e generosidade que sempre incentivam aqueles que a conheceram a ser pessoas melhores”.
Por fim, a Rua Quatro, no bairro Marajó receberá o nome de "Pedro Militão dos Reis”. De acordo com o documento, “justifica-se tal Lei uma vez que, Pedro Militão dos Reis, era proprietário da fazenda que hoje se faz o Bairro Marajó. Fundador do bairro e por isso muito conhecido naquela região. Ainda hoje existe a sede de sua antiga fazendo dentro do bairro”.

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