sábado, 10 de Outubro de 2015 05:13h Atualizado em 10 de Outubro de 2015 às 05:19h. Jotha Lee

Secretário prorroga prazo para conclusão de sindicância que apura invasão de sistema de cadastro da prefeitura

O Diário Oficial dos Municípios publicou em sua edição de ontem portaria assinada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social de Divinópolis

O Diário Oficial dos Municípios publicou em sua edição de ontem portaria assinada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social de Divinópolis, Paulo Sérgio dos Prazeres, prorrogando em mais 30 dias o prazo para conclusão da investigação que apura invasão ao sistema do Cadastro Único (CadÚnico) do município. A Sindicância Administrativo Disciplinar foi instaurada no início do mês de agosto, depois de denúncias de que uma servidora municipal teria invadido irregularmente os dados do sistema. A suspeita foi identificada como J.C e já foi ouvida pela Comissão de Sindicância, porém nenhuma informação pode ser divulgada porque a investigação tramita em segredo, conforme informou a Prefeitura.
O CadÚnico é uma base de dados com informações sobre as famílias brasileiras e principal ferramenta para construção de políticas públicas voltadas à redução da pobreza e das desigualdades no Brasil. Atualmente o cadastro é referência para 18 programas e ações da União voltados à população de baixa renda. O número de famílias inscritas corresponde a 82,4 milhões de pessoas, ou seja, mais de 40% da população brasileira. O público prioritário do Cadastro Único é formado por famílias que recebem, por mês, até R$ 140 por pessoa, a maioria atendida pelo Programa Bolsa Família.
Para se inscrever no Cadastro, a pessoa deve procurar a prefeitura ou o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo. É necessário ter uma pessoa responsável para responder às perguntas do cadastro. Ela deve fazer parte da família, morar na mesma casa, ter pelo menos 16 anos e apresentar CPF ou Título de Eleitor.

 

 

PERIGO
A invasão ao CadÚnico do município representa um risco que pode ser prejudicial para os 18 mil divinopolitanos inscritos no Cadastro, que contém uma radiografia social completa do município. Nos dados estão renda per capta, quantas pessoa compõem cada família inscrita, endereço, telefone, numeração de documentos e situação de vulnerabilidade social. Essas informações, se utilizadas criminosamente, podem gerar problemas sérios para as famílias inscritas. A invasão, além de expor os inscritos, ainda possibilitaria a modificação de dados, o que poderia acarretar em fraudes nos vários programas sociais do governo federal em andamento no município, especialmente o Bolsa Família. 
As informações extraoficiais obtidas pelo Gazeta do Oeste confirmam que a invasão foi feita fora da sede administrativa da Rua Pernambuco e que o Internet Protocol (IP), o endereço do computador, já foi identificado. A prefeitura vem tratando o caso o mais discreto possível e evitar maiores comentários, exatamente para evitar especulações e análises precipitadas, como ocorreu na Câmara Municipal, quando em pronunciamento, o vereador Marcos Vinicius Alves da Silva (PSC) fez a denúncia da invasão do sistema e garantiu que o caso já estava sob investigação da Polícia Federal (PF). Ao contrário do que afirmou o vereador, tanto a PF quando a prefeitura, desmentiram que haja um inquérito policial em andamento para apurar o caso. Por enquanto, somente a Comissão de Sindicância da Prefeitura trabalha na investigação.

 

Créditos: Arquivo/GO

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