sábado, 24 de Novembro de 2012 04:51h Gazeta do Oeste

Segundo na hierarquia da AGU já tinha perdido cargo no fim de 2009

Segundo na hierarquia da Advocacia-Geral da União (AGU), José Weber Holanda Alves já tinha perdido um posto de alto escalão no órgão, em agosto de 2003. Ele retornou à cúpula da AGU no fim de 2009, trazido pelo recém-nomeado advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, que já o queria como seu adjunto. Porém, a Casa Civil, então comandada pela atual presidente Dilma Rousseff, vetou a indicação, justamente por causa da ficha de Weber. Ele foi, então, alocado no cargo de assessor do gabinete de Adams.

Com a saída de Dilma da Casa Civil para disputar as eleições presidenciais, Adams conseguiu, finalmente, emplacar José Weber, em julho de 2010, como seu substituto na hierarquia do órgão. Quem autorizou a nomeação foi a substituta de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra, que caiu dois meses depois, também por envolvimento em denúncias de corrupção.

Quando foi exonerado pela primeira vez, Weber chefiava a Procuradoria-Geral Federal da AGU. Em julho e agosto de 2003, o Ministério Público Federal (MPF), a PF, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União investigavam a participação de Weber em transações imobiliárias, contratações de serviços e processos de cobrança de devedores. Pressionado, ele acabou pedindo demissão do cargo.

Ainda em 2003, o TCU responsabilizou 13 ex-dirigentes do INSS — entre eles, Weber — por irregularidades em um convênio assinado pelo órgão com o Centro Educacional de Tecnologia em Administração (Cetead), da Bahia, entre 1998 e 2000. Após deixar a AGU, Weber assumiu a Procuradoria-Geral da Universidade de Brasília, nomeado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

Em 2008, a Corregedoria-Geral da AGU, na gestão de José Antônio Dias Toffoli (hoje ministro do Supremo), abriu processo administrativo contra Weber a partir de representação feita pela Presidência da República para investigar o envolvimento dele no escândalo do Cetead. Weber conseguiu trancar a investigação alegando prescrição.

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