quarta-feira, 17 de Setembro de 2014 06:51h

Semusa realiza em outubro o 3º LIRAa de 2014

Com objetivo de mapear os locais com altos índices de infestação do mosquito e, consequentemente, alertar sobre possíveis pontos de epidemia da doença, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa)

Por meio da diretoria de Vigilância em Saúde, se prepara para o 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa).

O trabalho será realizado em outubro deste ano. O levantamento tem como objetivo principal, identificar possibilidades de controle para evitar uma nova epidemia de dengue no município, a partir dos resultados da análise que aponta quais os recipientes mais utilizados no desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue.


O LIRAa é realizado três vezes ao ano, geralmente nos meses de janeiro, março e outubro. No segundo levantamento deste ano, no período de 17 a 20 de março, apontou o índice de infestação médio do município em 3,7%, número inferior ao levantamento no mesmo período de 2013, que foi de 5,4.


Mesmo com índice reduzido, o município se encontra em situação de alerta em todas as regiões, de acordo com o Ministério da Saúde. (Parâmetro Técnico do Ministério da Saúde: de 0 a 0,9% - baixo risco de epidemia; de 1 a 3,9% - médio situação de alerta; acima de 4% - alto risco de epidemia).
Dentre as seis regiões vistoriadas no segundo estudo em 2014, a região Nordeste se destacou com o maior índice de infestação (6,1%), caracterizada em situação de alto risco de epidemia. As demais regiões, Central (3,7%), Norte (3,4%), Sudeste (2,8%), Oeste (2,2%) e Sudoeste (2,1%) se enquadram em situação de risco médio e estado de alerta.


De acordo com dados do balanço 99,8% dos focos foram encontrados dentro das residências e apenas 0,2% em lotes vagos. Para a diretora de Vigilância em Saúde, Celina Pires, os números comprovam que a população precisa participar de maneira mais efetiva no controle da doença. “A maior parte dos focos estão localizados nas residências, portanto, a população deve trabalhar em parceria com o município para controlar o vírus. Estamos nos empenhando nas ações de combate à dengue, para garantir segurança aos moradores”, ressalta Celina.


Para garantir a eficácia nos serviços do LIRAa, o município é dividido em onze regiões, com número de imóveis entre 8.000e 12.000. Deverão ser visitados, no mínimo, 4.552 imóveis, distribuídos pelos 150 bairros reconhecidos para o programa de controle da dengue. Além de verificar o índice de infestação do mosquito, geral e por município, serão analisados quais os recipientes predominantes utilizados para seu desenvolvimento. Com as informações recolhidas, será possível intensificar as ações nos locais com maior presença do vetor.

Em outubro de 2013 o resultado do levantamento foi de 1,1, a expectativa da Secretaria de Saúde é conseguir, com o apoio de a comunidade, reduzir ainda mais o índice de infestação. “Devido à quantidade de recipientes que já foram retirados, das visitas dos agentes nos domicílios, além dos trabalhos de orientação e conscientização junto à população estamos otimistas quanto ao próximo resultado do LIRAa. A expectativa é que nesse próximo estudo, o índice médio diminua em relação ao mesmo período do ano passado, que conseqüentemente teríamos uma redução significativa em relação segundo levantamento deste ano”, pontua.

 

Ações
A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria de Saúde, está atenta a questão da dengue no município e desencadeia várias ações no combate a esta doença. Neste contexto, desde janeiro, a Vigilância em Saúde em conjunto com a Equipe de Fiscalização, tem intensificado os trabalhos de retiradas de recipientes em locais onde foram detectados riscos à saúde pública.


Até setembro deste ano, foram retirados, pelos agentes de saúde em residências, cerca de 190 toneladas de materiais inservíveis que poderiam acumular água e favorecer o desenvolvimento do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue. Todo material recolhido que poderia trazer risco à saúde pública, foram encaminhados para o aterro controlado.

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