sábado, 19 de Setembro de 2015 05:41h Atualizado em 19 de Setembro de 2015 às 05:47h. Jotha Lee

Servidores do Estado em greve fazem manifestação durante visita de Pimentel

Embora tenha sido recebido com cordialidade, o governador Fernando Pimentel teve que enfrentar uma manifestação de mais de 80 servidores públicos do Estado durante sua visita ontem a Divinópolis

Profissionais em greve de várias Superintendências Regionais de Ensino da região, entre elas Divinópolis, Campo Belo e Pará de Minas, além de investigadores da Polícia Civil, trajando preto, ocuparam as primeiras cadeiras do Espaço Cultural Da’Vinci e manifestaram de forma pacífica, exigindo atendimento de suas reivindicações.
Quando o governador foi anunciado para fazer a abertura do evento, houve um princípio de vaia, logo abafado pelo anúncio da nomeação de 1.080 investigadores da Polícia Civil e da proposta que o governo vai apresentar aos grevistas da Educação. Mesmo assim, os manifestantes permaneceram com seus cartazes à mostra durante todo o discurso do chefe do Executivo Estadual.
Pimentel também ouviu cobranças. Do prefeito de Divinópolis, Vladimir de Faria Azevedo (PSDB), o governador ouviu o pedido para que seja dada continuidade ao projeto do gasoduto, que no seu entendimento vai revolucionar a economia das cidades que serão cortadas pelo projeto. O mesmo pedido foi formulado por Afonso Gonzaga, presidente da Regional Centro-Oeste da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
Já o prefeito de Iguatama, Leonardo Carvalho Muniz (PSD), presidente da Associação dos Municípios do Vale do Itapecerica (Amvi), criou uma saia justa ao criticar a política econômica do governo federal, especialmente o arrocho aos municípios. “Vários municípios estão tendo dificuldades de honrar até sua folha de pagamento. Nosso município mesmo está precisando de R$ 30 mil para fechar a folha. Estamos com medidas de austeridade pesadas e prefeito, vice e cargos comissionados já tiveram salários reduzidos em 50% por medida de economia”, revelou.
Leonardo Muniz mexeu ainda em uma ferida que está diretamente ligada ao governo do Estado. “Nós estamos herdando uma situação de país, uma situação de crise financeira, onde a gente assume responsabilidades que não são nossas. Temos que arcar com convênios de Polícia Civil, Polícia Militar, Emater, que oneram muito os cofres municipais. Com isso, a gente deixa de usar aquele recurso, que paga dívida que não é de responsabilidade dos municípios, na saúde, educação e obras públicas”, analisou. “A gente sabe das dificuldades que o senhor [Pimentel] herdou do Estado de Minas Gerais, a gente sabe que o senhor precisa de um tempo para colocar a casa em ordem, mas a gente também precisa de socorro, mas também somos parceiros, para construirmos juntos soluções para os problemas que estamos atravessando”, finalizou.

Créditos: Jotha Lee

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