quinta-feira, 27 de Março de 2014 05:42h Atualizado em 27 de Março de 2014 às 05:49h. Carla Mariela

Servidores Municipais paralisam suas atividades hoje

Para os representantes do Sintram e Simmtend, o reajuste de 5.56% dado pelo prefeito não é um aumento e sim um cumprimento da lei feita em 2008.

O prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo (PSDB), em uma coletiva de imprensa ontem pela manhã, assinou um decreto de reajuste de 5.56% para os servidores começando a valer neste mês de março. O gestor explicou que o reajuste dá um impacto de 600 mil reais por mês na folha de pagamento. Em contrapartida, os representantes do Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram) e Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Simmtend) não consideram que este seja um aumento para a categoria, apenas um cumprimento de uma lei de 2008. Nesse sentido, vão paralisar hoje às 07h da manhã na porta da prefeitura para apresentar suas reivindicações.
Vladimir Azevedo após a assinatura do decreto afirmou que continua firme neste propósito de valorização ao servidor, do pagamento em dia até antecipado da folha, que é uma característica que ele possui desde o início do seu mandato.
Depois que ele assumiu a administração, ele afirmou que a folha de pagamento subiu mais de 30% acima da inflação atendendo os direitos colocados em legislação e revisão geral anual.
Para ele, a paralisação que os sindicatos vão realizar ocorrerá em um momento impróprio, uma vez que este é um momento em que ele está reestruturando o serviço na área da saúde. “Acho uma atitude unilateral. Sempre estivemos abertos ao diálogo, temos a mesa permanente que sempre está conversando. Muitas vezes tem grupos políticos que se infiltram e dominam e que politizam em termos partidários o debate, fazem movimentos desnecessários, em uma hora que está ganhando o aumento, recebendo em dia e antecipado, com o pagamento já colocado na segunda-feira, faz uma paralisação do nada em um momento que a cidade mais precisa do serviço público da área de saúde”, relatou.
Vladimir ainda comentou que é impossível ter uma receita crescendo na casa de 6% e a folha de pagamento crescendo na casa de 13. Segundo ele, nem matemático dá conta de fechar isso. O prefeito esclareceu que quanto à negatividade disso é que a cada ano há a redução da capacidade de investimentos para o município. “Aumenta gasto com folha, e deixamos de ter recursos para investimentos em ações de serviço, porque o caixa é um só. Não existe outra fonte de recurso senão a cesta de tributos que vem crescendo na casa de 6% ao ano, enquanto a folha vem crescendo a 13. Esse acumulado gera este descompasso e reduz a capacidade de investimento, gera desequilíbrio de folha no mercado e ao mesmo tempo gera algumas distorções”, relatou.
Questionado se todo este impacto negativo preocupa a Diviprev (Instituto Previdenciário), o prefeito disse que tem dois impactos, o primeiro quando fala do aumento de 600 mil na folha, dessa forma se tem 12.47%, 12.73% da folha, que ele paga de encargos para o Diviprev, sendo um custo a mais de 70 mil ao mês.
Para o diretor do Sintram João Madeira, mesmo depois do anúncio de reajuste de 5.56% dado pelo prefeito, haverá a paralisação hoje na porta da prefeitura às 7h e às 16h uma reunião no sindicato dos metalúrgicos onde a categoria que aprovou a assembleia e esta paralisação deverá estruturar os rumos que o movimento deve seguir.
Dentre as exigências da categoria estão: a correção das distorções dos salários, aumento real retroativo a janeiro de 2014, aumento do vale refeição, auditoria na previdência, realização de concurso público com nomeação.
João Madeira informou que o reajuste de 5.56%, não é um reajuste salarial, e sim uma lei que foi feita em 2008 no governo do Demétrius Arantes em um momento de luta da categoria que para fazer a correção da perda do poder de compra, a categoria conseguiu o INPC dessas correções.  O aumento real, Madeira declarou que não houve neste governo e até mesmo no final do governo passado.
Sobre o diálogo com o executivo, o representante do Sintram enfatizou que em 2013 foi criada a mesa permanente de discussão, porém esta mesa que também foi citada por Vladimir na coletiva, avançou pouco e o pouco de debate que avançou, este não entrou em vigor.
A diretora do Simmtend, Aparecida Oliveira, reforçou a entrevista concedida por Madeira. Segundo ela, as reivindicações que o Sintemmd vem defendendo na campanha é a recomposição das perdas salariais dos últimos anos que não foi feita nem na carreira, nem no cargo individual do servidor, nem do professor. Além disso, a correção do valor do vale refeição, a questão também ligada à garantia da aposentadoria, na qual se quer transparência. E a questão da nomeação e concurso público.
Portanto, mesmo o prefeito tendo anunciado a assinatura do reajuste, os servidores municipais convocam toda a população de Divinópolis para a paralisação em frente à prefeitura às 7h e às 16h caso não haja uma solução, para a assembleia que será realizada na sede do sindicato dos metalúrgicos.
Participou da coletiva de imprensa na prefeitura: o procurador geral do município Rogério Farnese, o secretário de Fazenda Antônio Castelo, secretário de governo Heitor Caldas, o secretário de administração Gilberto Machado e o controlador geral do município Agilson Emerson. Em coletiva no Sintram estavam presentes: o diretor do Sintram João Madeira e a diretora Ivanete Ferreira; e as representantes do Simmtend Aparecida Oliveira e Eliana Cortês.

 

 

Crédito da foto : Carla Mariela

Crédito da foto : Lorena Silva

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