segunda-feira, 11 de Março de 2013 04:45h Carla Mariela

Servidores Municipais realizam manifestação em frente à Prefeitura de Divinópolis

Dentre as várias reivindicações estava a solicitação do reajuste de 11%, uma vez que eles não concordam com a porcentagem de 6,2% decretado por Vladimir Azevedo

Os servidores municipais aderiram a uma paralisação e manifestação a frente da Prefeitura para apresentar a insatisfação à resposta dada pelo prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), mediante o reajuste. Esse é um dos fatores que estão deixando os servidores indignados, pois para eles após uma crise financeira que as prefeituras mineiras passaram em relação ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), houve o aumento do salário do prefeito, vereadores, secretários e vice-prefeito, entretanto, o principal questionamento é porque o salário dos membros do Executivo e Legislativo já aumentou e o reajuste solicitado pelo Sindicato Municipal de Trabalhadores do Município (Sintram) de 11% ainda não foi atendido.
De acordo com o diretor do Sindicato, João Madeira, o motivo que levou os servidores para a porta da Prefeitura é o fato de que em dezembro de 2012, durante uma Assembleia foi pontuado pela categoria, algumas reivindicações que consequentemente abriram a campanha salarial de 2013. O documento deste encontro foi encaminhado para o Executivo com os pontos aprovados e ressaltando ainda que o Sintram aguardaria 30 dias por uma resposta do prefeito e segundo Madeira a resposta não chegou ao Sindicato.
No mês de Janeiro foi feito outro comunicado ao Executivo, inclusive, nos dois comunicados encaminhados ao Prefeito, foi solicitado à abertura para negociações e isso não aconteceu até então. Recentemente na última Assembleia a categoria definiu por estar na rua com a mobilização e paralisação no sentido de que o prefeito esteja suscetível a abrir a discussão da campanha. “O reajuste que a classe pede referente à manutenção do INPC, tem tido um contraditório. O INPC foi um acordo firmado, uma conquista do sindicato junto ao Executivo da época que era representado pelo ex-prefeito Demétrius Pereira que nos concedeu através de um decreto a manutenção do INPC. A reivindicação é a manutenção do gatilho, pois o decreto assinado é de um gatilho que já existe, que é o INPC acumulado. Nós pedimos então a manutenção do gatilho e recomposição real de perda salarial de 11%”, afirmou.
A Diretora de Comunicação do Sintram, Ivanete Ferreira, reforçou que o reajuste decretado por Vladimir Azevedo, é uma conquista de 2008 e qualquer prefeito que assumisse a administração municipal depois seria obrigado a cumprí-la. Para ela, o reajuste decretado não é um aumento, isso é reposição das perdas que foi uma luta da categoria. “Na hora que ele ilude o servidor dizendo que o reajuste é um aumento, o servidor fica mais revoltado porque nós sabemos que não foi. O pior de tudo é esse militarismo dentro da Prefeitura, uma situação vivida na época da ditadura”, disse.
Questionada quanto a eficácia desta paralisação, e ainda qual será a próxima atitude do sindicato, Ivanete Ferreira, respondeu que haverá outra Assembleia e a partir desta serão retiradas as próximas ações.
A diretora da Escola Municipal Padre Guaritá no bairro São Roque, Marlene Maria Tavares, declarou que a reclamação da escola é sobre o transporte escolar que o prefeito cortou para os alunos. “Os alunos tinham o vale transporte até o ano passado, mas este ano foi cortado o benefício de 34 alunos, no entanto, tenho alunos que até hoje não compareceram a escola porque não tem como se deslocar devido à distância de suas casas. Os pais e a comunidade, estão aqui na porta da prefeitura para reivindicar o direito de voltar o transporte escolar para os nossos alunos”, destacou.
A professora Sirlene Roncalli, acrescentou dizendo que as reivindicações se arrastam há muito tempo, uma vez que os professores passaram quatro anos sem aumento real e o plano de carreira atendeu poucos cargos. “Há anos foram mandatos sem aumento real e o ano passado teve um decreto que passou como uma tsunami nas escolas, tirando setores essenciais como, por exemplo, motoristas, professores de dentro das salas em pleno mês de outubro, tudo isso após as eleições. Agora vem mais quatro anos e não podemos ficar calados”, enfatizou.
Alberto Gigante Quadros, do setor de formação sindical, afirmou que a comissão de secretários da Prefeitura recebeu a diretoria do Sintram, uma vez que Vladimir Azevedo não se encontrava no local. Estes solicitaram da direção do sindicato um prazo até o dia 25 de março para fazer uma contraproposta diante as reivindicações dos servidores. Na sequência foi feita uma assembleia quando os trabalhadores municipais aprovaram a data para a resposta do Órgão Executivo.

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