quinta-feira, 21 de Novembro de 2013 04:54h Carla Mariela

Sintram não concorda com a terceirização no Hospital Público de Divinópolis

A câmara de Divinópolis, por solicitação da comissão de saúde, meio ambiente e ciência, tendo como presidente Dr. Delano Santiago (PRTB), realizou uma Audiência Pública, na última terça-feira, às19h, no plenário legislativo. O objetivo da discussão foi a

A câmara de Divinópolis, por solicitação da comissão de saúde, meio ambiente e ciência, tendo como presidente Dr. Delano Santiago (PRTB), realizou uma Audiência Pública, na última terça-feira, às19h, no plenário legislativo. O objetivo da discussão foi a proposta de Terceirização da gestão do Hospital Público em Divinópolis. O pedido para a comissão foi feita pelo

 


Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis (Sintram).
O Diretor de Formação Sindical do Sintram, Dr. Alberto Gigante, em entrevista ontem a Gazeta do Oeste, afirmou que o encontro contou com a participação do Sintram na sua pessoa, a ex-secretária de saúde Rosenilce Cherie Mourão, o atual secretário de saúde Dárcio Abud, o promotor Dr. Ubiratan Domingues representando o Ministério Público, dentre outros.

 


Conforme Gigante a posição da secretaria de saúde, é de terceirizar tudo, enquanto isso, a posição do Sintram é contrária à terceirização, como também a do Dr. Ubiratan Domingues. “No mês de dezembro o Ministério Público realizará um encontro para discutir quais áreas do hospital poderão ser terceirizadas. Mas, o órgão na pessoa do Dr. Ubiratan Domingues já expressou opinião de que o atendimento dos profissionais da saúde não pode ser terceirizado. Eles teriam que ser admitidos por concurso público conforme determina a Constituição Federal”, afirmou.

 


Particularmente, Dr. Gigante Alberto, disse que a terceirização não deve ser feita. Ele reforçou que o Sintram não concorda, até porque é um risco, uma vez que a posição emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que os ministros do Supremo já se manifestaram contrários à terceirização por entender que a assistência saúde é um direito básico da população e está inerente ao estado. “Ir contra isso é correr o risco de investir numa posição que depois a justiça deve dar para trás e aí perderíamos tempo e inclusive atrasar o processo de inauguração do hospital público”, destacou.

 


A proposta do Sintram, é que a gestão do hospital público seja feita pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), uma fundação que tem a função primeira de administrar os hospitais do estado em Belo Horizonte, e em sequência os hospitais espalhados em regiões de Minas Gerais.
Na ocasião, Gigante fez uma crítica a alguns políticos de Divinópolis que por serem parceiros do Palácio da Liberdade não tem cobrado esta responsabilidade do Governo do Estado. Para ele, todos sabem que pela pactuação que existe entre União, Estado e Município, cabe ao Estado oferecer as vagas aos usuários do SUS, pacientes estes que precisam de tratamento hospitalar. “A pactuação feita ente União, Estado e Município, dá responsabilidade ao Estado ao fornecimento das vagas aos usuários do SUS e os políticos de Divinópolis não tem cobrado do Palácio da Liberdade esta responsabilidade, assim deve ser feito porque a Fhemig já tem uma experiência de 40 anos, já tem pessoal preparado para isso com gabarito, nós não podemos entregar esta questão da administração do hospital nas mãos de qualquer pessoa, ainda mais uma cidade que passou por uma experiência muito triste como a do hospital São João de Deus. Temos que entregar esta tarefa nas mãos de pessoas capacitadas e para isso os políticos daqui precisam cobrar do Governo do Estado, e cumprir com a suas obrigações de representar os moradores de Divinópolis e região cobrando do governo que o hospital seja administrado pela Fhemig para que não corramos nenhum risco do não funcionamento do hospital”, encerrou.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.