terça-feira, 3 de Dezembro de 2013 03:49h Carla Mariela

“Talvez Divinópolis esteja sofrendo muito nos dias de hoje porque durante cerca de 20 anos o planejamento não foi dos melhores”

1) Qual o balanço que você faz do seu mandato neste fim de ano?

Este ano de 2013 não foi fácil para os vereadores no geral e percebi que para o Poder Executivo também não foi. Tivemos que lutar muito para levar algo de concreto para atender as demandas do povo, principalmente fazendo com que projetos saíssem do papel e viesse a se tornar realidade. Eu entendo que a cada dia que passa eu aprendo um pouco mais com a vida, sempre almejando uma perspectiva melhor para o futuro dos cidadãos de Divinópolis.

2) Qual a sua opinião em relação aos projetos mais debatidos na câmara, como por exemplo, a lei de crédito suplementar no valor de aproximadamente R$ 22 milhões de autoria do Poder Executivo, sobre a lei de extinção dos cargos de auxiliar de serviço na prefeitura que deve ser protocolado na casa legislativa, dentre outros?

O projeto de crédito suplementar de aproximadamente R$ 22 milhões eu votei contra, porque este é um projeto de grande amplitude, é uma lei que requer muito estudo e eu queria aprofundar mais com as minhas análises até mesmo passando pelo estudo da contabilidade da câmara. Por não ter passado pela contabilidade e também existir uma retroatividade da lei eu preferi não votar favorável, mas o projeto foi aprovado e quem votou favorável votou consciente. Eu não tinha total segurança por isso fui contra. Em relação ao projeto de extinção dos cargos de auxiliar de serviço na prefeitura, eu sei que existe uma adequação, porque a prefeitura está em um momento de adaptação. Existe uma grande quantidade de auxiliares que trabalham em vários setores, eu falo porque eu tive lá presente e sou funcionário de carreira. Eu entendo que tem muitos funcionários que desenvolvem o trabalho bom em outras secretarias, então esta adequação tem que ser no sentido de melhorias. Quanto à extinção do cargo, é preciso que saibamos como vai ser procedida esta extinção, uma vez que não pode haver danos e perca para o funcionário público.

3) Qual a importância das audiências públicas que ocorreram ao longo do ano tratando de temas como: Copasa, terceirização do hospital público por meio de OS (Organização Social), restaurante popular, Nascentes das Gerais e MG 050?

Estive presente na audiência da Copasa e achei que o horário e o local da reunião não favoreceu o povo inviabilizando sua participação, principalmente daqueles que pagam impostos. A Copasa deve se adequar porque o projeto de expansão e melhoramento da rede é grande. Dessa forma a companhia deve fazer alguma coisa porque ela já está cobrando do povo divinopolitano e até agora eu vi pouco avanço nesse sentido. Já sobre a audiência referente à terceirização do hospital público por meio de OS, foi sanada neste encontro algumas dúvidas, porém acredito que deva haver mais discussões. Eu acredito que este assunto deve ser mais debatido até para apresentar aos vereadores qual sistema de gestão que é melhor, se é OS ou não. O que ficou claro é que é necessária uma boa gestão e uma boa fiscalização pública, tanto dos vereadores, quanto do povo, porque caso contrário não vai funcionar. O debate sobre o restaurante popular teve a presença do secretário de desenvolvimento social, Paulo Sérgio dos Prazeres, dentre outros. O que achei estranho foi que a pauta principal era o reajuste de R$5,09 e eles não tinham sequer suporte para mostrar como foi que eles chegaram a este montante. Sobre a audiência das Nascentes das Gerais e MG 050, todo o país de primeiro mundo: França, Europa, cobra o pedágio, mas lá funciona e aqui no Brasil cobra-se tudo e funciona pouco. Espero que estas empresas que desenvolvem as parcerias façam mais para o povo, porque por enquanto, o que estou vendo é que estamos pagando pedágio de primeiro mundo e obtendo um serviço fraco.

4) Sobre o plano diretor participativo. Qual é a importância desta lei que já foi protocolada na casa legislativa e se encontra em processo de análise?

O plano diretor é importante porque todos os municípios, estados e União trabalham baseado neste projeto, por ser um plano futuro. Talvez Divinópolis esteja sofrendo muito nos dias de hoje porque durante cerca de 20 anos o planejamento não foi dos melhores. A cidade tem que se planejar para o futuro, por isso que eu sou favorável que o governante tenha cinco anos de mandato e não reeleição. É claro que o plano precisa de uma adequação, de melhorias. Já estou estudando esta lei e certos pontos eu já posso adiantar que não concordo. Os vereadores devem fazer alguma emenda, mas no âmbito geral o plano é interessante para o município.

5) O que te levou a mudar do partido PP para o PROS e quais foram os encontros realizados com apoio da esfera estadual e federal?
Para ir para o PROS eu recebi o convite dos vereadores, Edimar Félix (PROS) e Marquinho Clementino (PROS), que foram os primeiros a mudar para o PROS. O PROS tem uma ideologia que me chamou atenção que é a diminuição da carga tributária. Não tenho nada contra o antigo partido, pois tenho bom relacionamento com as pessoas inseridas no PP. Sobre os encontros, a partir do momento que fui eleito pelo povo não poso ficar só no meu mundo, tenho que buscar melhorias para os cidadãos e foi isso que eu fiz. Depois de muito debate na câmara, muitas reivindicações, cobranças que não estavam surtindo efeito, eu busquei apoio nas esferas estaduais e federais. Fui a Belo Horizonte e fiz o convite para a deputada estadual Luzia Ferreira (PPS), por exemplo, para que ela me acompanhasse em algumas escolas de Divinópolis, até mesmo porque as diretoras já vinham reclamando também. Atendendo ao pedido das diretoras da região, principalmente, na região sudeste, a deputada me acompanhou e já houve boas notícias. A Escola Antônio da Costa Pereira receberá uma verba parlamentar para a compra de computadores e xerox. Já surtiu efeito esta ida em Belo Horizonte. Tem ainda o ginásio poliesportivo desta escola que teve as obras já iniciadas. Entendo que quanto mais pessoas e mais políticos apoiarem, a tendência é que as coisas poderão dar certo. Ainda na esfera estadual fui a um evento na ALMG, como presidente da comissão de participação popular, quanto mais saber é melhor, esta foi uma das oportunidades que me ocorreu neste ano. Neste encontro estava pessoas de todo o mundo e pude aprender um pouco com eles.
Por meio do vice-prefeito de Divinópolis, Rodrigo Resende (PDT), fui convidado para uma audiência com o deputado federal, Jaime Martins (PSD), fomos à Brasília para fazer o pedido do imóvel em prol da saúde e o deputado sensibilizou-se e fez contato com o órgão competente responsável por esse prédio entendendo que esse prédio é muito importante para o município até mesmo porque se encontra em um lugar bastante central que é no Esplanada e sabemos que existe um posto de saúde central que já está sobrecarregado, por isso corremos atrás e conseguimos a assinatura da doação do imóvel para o município. Isso que é bonito, fazer com que a coisa saia do papel e passe a ser realidade. Este ano aprovamos cinco projetos, dentre eles, está o de consciência ao uso de anabolizantes, que é uma coisa que está na moda, mas é preciso saber como usar. Através da aprovação desta lei, as pessoas vão se reiterar mais sobre o assunto. Foram mais de 1.000 pessoas que passaram no meu gabinete. Foram protocoladas 125 indicações de situações diversas. Foram enviados 162 ofícios com solicitações diversas, reuniões comunitárias foram mais de 30. Houve uma solicitação ao deputado federal, Domingos Sávio (PSDB), para interceder junto a Copasa para que esta acelerasse as obras dos dois reservatórios da região sudeste, reivindicação que já foi atendida.
 

6) O que a população pode esperar de você para o próximo ano?

Cada ano que passa eu aprendo um pouco mais e com o ano de 2013 não foi diferente. Eu espero que as coisas possam sair do projeto e virar realidade. Tem uma UPA da região sudeste, no bairro Nações, que precisamos fazer funcionar de verdade. O meu sonho é, seja por meio de OS ou não, que ela atenda a população. Também tem o projeto do pró-transporte que é o sonho do povo da região sudeste, quem mora lá como eu, sabe o quanto é doloroso sair de casa e vivenciar situações que se dividem uma hora em lama, outra hora em poeira.

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