“Tento levar ao conhecimento do Executivo as demandas e levo também à população o que está sendo feito para melhorar a situação”

102 anos de Divinópolis. Como você, líder do Executivo na Câmara, vê a cidade atualmente?

Eu fico feliz pelo tamanho do crescimento de Divinópolis e tenho a preocupação maior ainda com os próximos anos que Divinópolis tem pela frente. Sabemos que a cidade hoje passa por uma situação delicada. Até mesmo na questão de infraestrutura temos poucos recursos para fazer investimentos. Entendo que a atual gestão, como líder do Executivo posso dizer isso, os servidores municipais hoje praticamente elevam esta porcentagem com este valor arrecadado com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). De tudo que arrecadamos, 58% é para pagar a mão de obra de servidores. A gente quer ajustar algumas coisas, entendendo que estamos fazendo a coisa certa e sempre buscando novos projetos e aprovando projetos polêmicos, mas na verdade são projetos bons para a população de Divinópolis.
Não está fácil. Tivemos onze siderúrgicas fechadas, uma das últimas foi a Ferdil que demitiu quase cem funcionários e nós entendemos que o mercado também não passa por uma boa fase. Os comerciantes de Divinópolis, pequenos, médios e grandes, entendem que esta fase é delicada e não podemos culpar somente os poderes Executivo, legislativo e judiciário. Nós sabemos que de um modo geral, aquela pequena marola que o Lula disse até hoje não foi embora.
Esperamos coisas melhores para Divinópolis, inclusive que aumente a arrecadação, mas para isso precisamos ter dinheiro circulando e sabemos que a cidade de Divinópolis não tem.

 

 

A maioria na Câmara hoje é situação, isso facilita o trabalho do Executivo?
Para mim, o trabalho na Câmara é inovador, mas que a gente está conseguindo êxito nas votações que o prefeito precisa. Estou ali para fazer este elo entre executivo e legislativo e mostrar para a população o que de fato o prefeito quer que aconteça com aqueles projetos, como foi o EM-056 que extingue o cargo de auxiliar de serviços gerais. Foi um projeto que tramitou desde novembro do ano passado e a todo o momento o prefeito quis mostrar para a população que extinguindo este cargo a prefeitura acabava com uma porta de entrada com o desvio de função de funcionários como jardineiro que nunca fez um jardim, coveiro que nunca enterrou um defunto. Essas nomenclaturas todas que estavam nestes auxiliares de serviços I e II e a partir de agora cada um, nos próximos concursos, terá nomenclatura própria. Nosso trabalho é levar ao conhecimento dos vereadores o intuito do Executivo e mostrar a população que as coisas têm que ser mais transparentes, evitando assim futuros problemas e desvio de função dentro do Executivo.

 

 

A população tem feito duras críticas ao governo Vladimir e usa muito o plenário da Câmara para isso. Como líder do Executivo, como está o seu trabalho entre prefeito e população?
A gente fica no meio e é a ligação entre população e Executivo. Eu ouço todas as manifestações, todas as reivindicações nos quatro cantos da cidade. Tento levar ao conhecimento do Executivo as demandas e levo também à população o que está sendo feito para melhorar a situação específica daqueles moradores. Por exemplo, o Pro-Transporte foi a maior conquista do governo Vladimir. O projeto estava parado desde 2010 e em 2013, quando assumi como vereador, vi a necessidade de resolver este problema. Acompanhamos todos os processos licitatórios desde fevereiro de 2013 até o último em dezembro do ano passado para ver o que realmente acontecia. Estes são problemas que vieram de administrações anteriores, todos os loteamentos que foram aprovados no passado não tinham infraestrutura. Agora todas as aprovações têm que ter infraestrutura. Existem dois bairros novos que estão quase prontos para começar a construção, mas faltam algumas coisas como o Novo Bairro entre o Campina Verde e o Tietê que está com água, luz e pavimentação, mas falta ligar a rede de esgoto porque tem a captação, mas não tem onde jogar. Enquanto eles não se adequarem a isso, não estão liberadas as construções. Ali futuramente nós não vamos ter problemas de infraestrutura. Hoje temos a preocupação de dar condições dignas para as famílias ocupar estes bairros futuramente.

 


“Sabemos que a cidade hoje passa por uma situação delicada. Até mesmo na questão de infraestrutura temos poucos recursos para fazer investimentos.”

 

“Nós sabemos que, de um modo geral, aquela pequena marola que o Lula disse até hoje não foi embora.”

 

“Eu fico feliz pelo tamanho do crescimento de Divinópolis e tenho a preocupação maior ainda com os próximos anos que Divinópolis tem pela frente.”

 

Crédito: Arquivo GO

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