terça-feira, 15 de Setembro de 2015 13:04h

Tolentino defende a manutenção dos empregados do Instituto Técnico de Agropecuária de Pitangui

Deputado Estadual Fabiano Tolentino (PPS), foi um dos autores do requerimento da visita técnica da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ao Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo (Itac) de Pitangui (Região Central do Estado), realizado durante o dia de ontem (14). A motivação se deve às indefinições quanto à federalização do Itac e à manutenção dos empregados da Epamig.

Tolentino, presidente da Comissão de Política Agropecuária da Assembleia, acredita que a federalização do Itac vai trazer mais recursos e oportunidades para a instituição. “Minas e o Brasil vivem da agricultura e da pecuária. Se trabalharmos bem institutos como este, o campo vai se fortalecer ainda mais”, disse. Na avaliação do deputado, a crise econômica por que passa o País também pode ter alguma influência na paralisação do processo de federalização do Itac.

A Lei 21.435, de 2014, autorizou a Epamig a doar à União a Fazenda Experimental de Pitangui, com cerca de 442 hectares, onde funciona o Itac. A norma prevê no local a instalação de um campus avançado do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (Ifet-MG). Embora a lei autorize a cessão de empregados da Epamig ao órgão ou entidade federal que assumir as atividades do Itac, em dezembro de 2014, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) indeferiu o pedido de cessão à União dos 56 funcionários da Epamig de Pitangui, o que gerou uma indefinição quanto à situação dessas pessoas, que atuam direta ou indiretamente nas atividades de formação dos alunos do instituto técnico.
“A Comissão de Política Agropecuária da Assembleia agora conhece mais de perto essa situação e vamos buscar resolver esse impasse entre a esfera estadual e a federal, sem se esquecer de um melhor ajuste para a questão dos funcionários”, destacou Tolentino.

A gerente de ensino do Itac, Lucy Maria Lopes de Abreu Lobato, defende a federalização como uma forma de desenvolvimento educacional e técnico da região. Para ela, federalizar é uma forma de fortalecer o Itac, por meio da oferta de novos cursos, devido ao potencial que a fazenda demostra nas áreas agrícola, de agrimensura, agronomia e também zootecnia.

Segundo Lucy Lobato, uma alternativa que tem sido defendida pelo presidente da Epamig, Ruy Werneck, com o apoio dos funcionários da entidade, é a divisão da fazenda, de forma que parte de sua área seja destinada à federalização do instituto e a outra seja mantida com a Epamig. O processo de federalização do Itac, atualmente, encontra-se parado.

A permanência da Epamig na região também foi defendida pelo gerente administrativo do Itac, Francisco Olavo Coutinho da Costa, favorável à federalização do instituto em parceria com a Epamig. Ele exemplificou que, em cidades como Lavras (Sul de Minas) e Viçosa (Zona da Mata), a Epamig trabalha em conjunto com as universidades, que, por sua vez, contam com a entidade na área de pesquisa.
A falta de manutenção periódica e a precarização das estruturas do instituto, fundado em 1990, também foram lembradas pelos funcionários que participaram da visita.

O Itac conta com um curso técnico em agropecuária, feito concomitantemente ao ensino médio e também destinado aos alunos que já finalizaram o ensino médio. No total, o instituto tem 150 alunos e oferece atividades em áreas específicas, como suinocultura, olericultura, gado de corte e de leite e apicultura, com aulas técnicas e práticas.

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