quinta-feira, 8 de Outubro de 2015 12:13h

Tolentino defende melhorias para os produtores de frutas do norte de Minas

O Deputado Estadual Fabiano Tolentino (PPS) presidiu na tarde desta quarta (7) uma audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)

O Deputado Estadual Fabiano Tolentino (PPS) presidiu na tarde desta quarta (7) uma audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para discutir os problemas enfrentados pelos produtores de frutas do norte do estado. Redução no valor da conta de energia elétrica e criação de uma malha viária específica para o setor foram as principais pautas apresentadas pelos produtores.

“O setor do agronegócio mineiro é de suma importante para a economia do estado e entendo que ele precise, sim, de incentivos e benefícios para poder crescer e manter nossa balança comercial positiva. Essa audiência foi de extrema importância porque atende os fruticultores do norte do estado, mas acredito que reflita na situação dos produtores rurais como um todo e pode ser o início para buscarmos mudanças significativas para o setor. Vamos aproveitar a presença de representantes do governo e cobrar iniciativas nesse sentido”, ponderou Tolentino.

Os produtores rurais presentes à reunião foram unânimes em afirmar que a fruticultura da região poderia se beneficiar diretamente de um desconto na conta de luz, tendo em vista que a produção depende da irrigação. “Nossa conta de energia dobrou. A Cemig precisa avaliar o nosso caso, já que a bandeira vermelha está incidindo também sobre a irrigação noturna”, ponderou o presidente da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Saulo Bresinski Lage. A bandeira vermelha implica acréscimo de R$ 0,045 para cada quilowatt-hora (kWh) de energia consumido.

Já o presidente da Associação de Produtores de Limão do Jaíba (Aslim), Randolfo Diniz Rabelo, afirmou que a Cemig possui diversas formas de ajudar os agricultores se assim desejar. “Eles podem escolher liberar a energia no fim de semana ou estabelecer um horário para o custo reduzido, para ajudar o produtor. Depende só deles”, afirmou. O produtor rural do Distrito de Irrigação de Jaíba, José Olímpio Monteiro de Castro, falou que o agricultor tem sido penalizado duas vezes: com a conta de energia e com a conta de água, já que ambas aumentaram. “O pequeno irrigante está tendo de arcar com custos pesados”, denunciou.

Sobre a malha viária, Rabelo explicou que obras em determinados pontos entre o Projeto Jaíba e o porto de Salvador poderiam encurtar em até 450 quilômetros o trajeto atual, de 1.000 quilômetros. “Isso deixaria a nossa região bem mais competitiva com relação a outras áreas fruticultoras do País", disse.

O assessor na Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Rômulo Luiz Campos, argumentou que setores como o de laticínios já possuem uma logística específica e questionou por que não se faz o mesmo com a fruticultura. “O Estado deveria pensar em outros tipos de logística para apoiar o escoamento da produção da agricultura familiar”, defendeu.

A representante da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mariana Gabriela Moreira, disse que muitas das solicitações feitas na reunião já estão em análise. O superintendente de Desenvolvimento da Produção da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Maxmilian Avelar, também reiterou o apoio da pasta à fruticultura.

Minas Gerais é o terceiro maior produtor de frutas do País, e para apoiar essa produção, o Governo do Estado desenvolve iniciativas como o Frutifica Minas, que já capacitou em torno de 5 mil agricultores nos últimos quatro anos, segundo o coordenador técnico regional da Emater-MG, Wagner dos Santos Fani.

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