quarta-feira, 7 de Outubro de 2015 10:19h Atualizado em 7 de Outubro de 2015 às 10:21h. Jotha Lee

Vereador critica atraso de quatro anos no início das obras no trevo de acesso ao Distrito Industrial

Depois de participar de audiência pública na semana passada na Assembleia Legislativa para discutir o contrato de concessão da MG-050 para a Nascentes das Gerais, o vereador Marquinhos Clementino (PROS)

Depois de participar de audiência pública na semana passada na Assembleia Legislativa para discutir o contrato de concessão da MG-050 para a Nascentes das Gerais, o vereador Marquinhos Clementino (PROS), presidente da Comissão de Administração Pública e Infraestutura da Câmara Municipal, criticou o atraso nas obras e deixou claro que falta força política para Divinópolis. A audiência, realizada a pedido do deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS), serviu apenas para ratificar o atraso no cumprimento do contrato assinado em 2007, além de confirmar que Divinópolis está ficando em segundo plano no andamento das obras.
Um dos pontos principais do debate foi o acesso ao Bairro Icaraí, passando pela Avenida Rosana Noronha Guarani, antiga reivindicação do empresariado que investe e produz no Distrito Industrial. Em razão do traçado deficiente hoje no trevo de acesso, o local representa constante risco para pedestres, além de dificultar a agilidade do tráfego, com longos engarrafamentos.
De acordo com Marquinhos Clementino, a assinatura da Parceria Público-Privada (PPP) entre o Estado e a Nascentes das Gerais para a administração da MG-050 ocorreu em 2007 e pelo cronograma apresentado na ocasião, as obras do trevo do Bairro Icaraí deveriam ter sido iniciadas em 2012. “Em 2008 foi feita uma reunião com empresários do Distrito Industrial, que teve a presença de dois deputados da época, Domingos Sávio e Rinaldo Valério. Naquela oportunidade os empresários solicitaram aos deputados que interviessem junto ao governo do Estado para antecipar o início das obras para 2010. As obras não só não começaram em 2010, como já estamos em 2015 e até hoje nada foi feito no acesso ao bairro Icaraí. O que é pior, e isso ficou explícito nessa audiência pública ocorrida na Assembleia Legislativa, é que até agora a Nascentes das Gerais não efetuou nenhuma indenização dos imóveis desapropriados, por onde passará o traçado do novo acesso e será feita toda a intervenção naquele local”, denuncia o vereador do PROS.

 

PARTIDARIZAR
Marquinhos Clementino diz que as questões políticas precisam ser deixadas de lado para que sejam encontradas as soluções. “A gente não pode partidarizar a discussão e sim ajudar a encontrar uma solução. A população não aguenta mais essa falácia de partido A, partido B, se engalfinhando o tempo todo e solução que é bom, nada. O que é preciso é resolver o problema”, resume. “Esse cronograma de obras que foi apresentado pelo governo anterior e dentro do que foi previsto, nós estamos com quase quatro anos de atraso”, acrescenta.
Durante a audiência, os representantes do governo do Estado garantiram que as obras no trevo do Bairro Icaraí deverão ser iniciadas nos próximos meses, com previsão de conclusão em 2018.  Para o vereador Marquinhos Clementino, essa demora significa desprestígio político para Divinópolis e cita um exemplo. “Todas as obras do trevo de Itaúna e a duplicação da pista até o Rio São João foram executadas em 190 dias, enquanto a duplicação de 1.600 metros de pista na passagem sobre o Rio Itapecerica no anel rodoviário de Divinópolis, levou 256 dias”, compara.
O vereador lembrou, ainda, que os moradores de Azurita, em breve terão acesso à Belo Horizonte em uma pista totalmente duplicada sem pagar nenhum pedágio, enquanto em Divinópolis, são duas praças, uma em São Sebastião do Oeste e outra próximo a Itaúna. “Esse pedágio estagnou nosso crescimento econômico. Qualquer empresa que queira instalar em Divinópolis obviamente vai fazer um levantamento de custos e o pedágio impacta na economia da empresa”, afirma. Ele cita o exemplo da Avivar, em São Sebastião do Oeste, empresa especializada na produção de produtos à base de carne de frango, que tem um custo mensal em torno de R$ 60 mil somente com o pagamento de pedágio. “A gente entende que no futuro muitas empresas que poderiam se instalar em Divinópolis acabarão desistindo por isso”, pondera
Segundo Marquinhos Clementino, nos próximo meses nova audiência pública será realizada para prestar contas à população sobre o andamento das obras e a aplicação dos recursos. “Nessa audiência será mostrada qual a real obrigação da concessionária e qual é a real participação do governo do Estado nessa PPP para a administração da MG-050”, finaliza.

 

Créditos: Jotha Lee

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