Vereador Eduardo Print Júnior defende professores em reunião da Câmara em Divinópolis.

A Câmara Municipal de Divinópolis retornou seu expediente nessa terça-feira (05) com funcionamento apenas interno e sem atendimento a público. Pela manhã, os vereadores realizaram uma reunião extraordinária, o que deve ser recorrente nas próximas semanas, uma vez que as reuniões ordinárias, comumente feitas nas tardes de terças e quintas, estão suspensas para evitar aglomerações no plenário da Câmara.

Em pauta estava o projeto que visava derrubar o decreto do executivo que suspende o contrato de servidores municipais de educação em Divinópolis durante a pandemia. A votação, a pedido do autor, foi adiada para uma futura reunião extraordinária. O vereador Eduardo Print Júnior, líder do governo na Câmara, saiu em defesa dos professores durante a reunião. "Apoiei o adiamento da votação proposta pelo próprio autor para que nós, vereadores, tenhamos a oportunidade de conversarmos com professores, Conselho Municipal de Educação, Secretária e demais servidores da pasta. Todos os ônus e bônus devem ser colocamos na balança da discussão para que cheguemos a um consenso e votemos de acordo com a vontade dos próprios servidores", disse o vereador. 

Segundo Print Júnior, é muito perigoso levar em conta um discurso unilateral, já que ele não demonstra toda a verdade da situação. "É muito fácil jogar para a galera e fazer média em cima de uma situação difícil como a que vivemos, sem deixar bem claro o que pode vir a acontecer. O que gerou polêmica no decreto foi um artigo. Devemos sentar com a classe interessada, discutir a melhor saída e definir. Se derrubarmos todo o decreto hoje, a Prefeitura pode encerrar todos os contratos ao invés de manter a suspensão.  No planejamento da Prefeitura, com o início das aulas remotas, aproximadamente 60% dos professores terão seus contratos reativados normalmente, o que pode chegar até a 85%. E os demais retornariam de acordo com a demanda e avanço na contenção da pandemia", explica. 

Print afirma que conversou com alguns professores durante a última semana sobre esse projeto. "Muitos vieram me pedir para votar favorável. Disse que votaria como eles achassem melhor, mas expliquei a realidade do projeto. Alguns entenderam, mudaram de opinião e outros ficaram confusos. Por isso achei válido esse adiamento para que, junto ao conselho e Secretaria Municipal de Educação, consigamos chegar a um denominador comum", conclui.

© 2009-2020. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.