sexta-feira, 9 de Setembro de 2011 16:57h Atualizado em 10 de Setembro de 2011 às 09:30h. Sarah Rodrigues

Vereadora questiona corte de árvores cinquentenárias

Semmapu esclarece que existe uma política de arborização

Um episódio marcou a questão do corte de árvores em Divinópolis. De um lado a vereadora Heloísa Cerri afirmou que o corte feito em 4 árvores na rua Coronel João Notini foi irregular.De outro lado a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmapu) alega que busca autorizar o menor número de cortes possível, devido a política de arborização.


Existem motivos que exigem o corte de árvores,verificação por órgãos públicos como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, de que a árvore apresenta riscos à população. Além disso, prefeitura municipal e a Cemig têm uma parceria de podas de árvores, quando verificada a necessidade desse procedimento, nos galhos que causam risco à fiação, sofrem o corte somente os galhos principais. O motivo mais comum é o protocolo de um pedido de corte feito pela população, quando estes vão ao 1° andar do prédio da prefeitura com o IPTU em mãos e pedem o corte da árvore, caso o pedido se encaixe nas exigências da Semmapu, ele é feito. O chefe do setor ambiental Roberto Ananias explicou que muitos pedidos chegam ao setor responsável, mas nem todos podem ser atendidos. A média de pedidos é entre 250 a 300 por mês. “Chegam pedidos de associações de moradores, órgãos públicos, como escolas, através de ofícios pedidos por vereadores, mas a média de pedidos de cortes de passeio feitos pela população é pequena”, esclareceu.


O chefe do setor ambiental frisou que primeiro é feito o pedido através do protocolo, depois os fiscais do setor vão ao local e verificam a necessidade do corte. Ele relatou que muitas pessoas pedem o corte por motivos banais, como a sujeira causada pelas folhas, alguns alegam que a planta não está mais bonita entre outras questões. Ananias enfatizou que o corte somente é autorizado quando a árvore apresenta sinais de doença ou riscos iminentes de cair podendo além de causar danos materiais à população, riscos biológicos. “Temos que ver os riscos, se uma árvore cai em cima de alguém, pode causar danos”, observou.


Sobre a reclamação de algumas pessoas em relação ao pedido de corte negado, o chefe do setor ambiental disse que  a intenção é fazer o menor número de cortes possível. Para isso, a prefeitura inclusive tem um projeto em que dois funcionários percorrem os bairros, casa a casa e incentivam a população a plantarem uma árvore. A prefeitura fornece uma planta de pequeno porte.


Para Roberto, se todas as pessoas começarem a plantar árvores, será mais fácil conseguir cortar as plantas problemáticas. A multa para quem corta uma árvore sem a autorização da prefeitura é de R$ 570.


Sobre o corte das 4 árvores na rua Coronel João Notini, O chefe do setor ambiental revelou que as árvores por serem muito velhas apresentavam orelhas de pau, brocas entre outras doenças constatadas pela fiscalização. O solicitante do corte, deverá fazer um replantio de 4 árvores no quarteirão em que as árvores foram extintas e mais 40 mudas pelo centro da cidade.


O solicitante assinou um termo de compromisso com a prefeitura municipal e poderá ser denunciado ao Codema caso não plante as mudas (Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente). Roberto Ananias ainda ressaltou que qualquer cidadão que tiver dúvidas em relação à cortes de árvores pode procurá-lo que ele estará a disposição.

 

QUESTIONAMENTO


Em seu pronunciamento na Câmara Municipal na tarde da quinta-feira (08) a vereadora Heloisa Cerri questionou o porquê foi liberada a licença ambiental através da Semmapu do corte das quatro árvores, que ela apontou serem sadias. “Nós vimos a licença e a justificativa era de que as árvores estavam destruindo o passeio e destruindo muros, o que é uma mentira, nós temos as fotos, tanto das raízes, como do muro, da distância que estava do passeio não consigo entender, aliás até consigo, uma especulação imobiliária, como que é, porque não fizeram o projeto preservando aquelas árvores”, denunciou.


Segundo a parlamentar vários ofícios foram enviados à Semmapu questionando o porque muitas árvores foram cortadas e outras não. “E agora eu vejo 4 árvores sadias e simplesmente pelo fato de ter uma construção no local, ontem (quarta-feira), de uma forma clandestina, nós vimos trabalhando por volta de cinco e meia da tarde o corte das árvores”.


A vereadora disse que chamou a polícia quando viu o corte das árvores, tentando impedir mais não conseguiu. Cerri quer um parecer da Semmapu do porque as árvores cinquentenárias foram cortadas. “Vamos fazer as fotos, mandar para a secretaria de Meio Ambiente e principalmente, nós queremos uma justificativa, nós vamos denunciar isso, porque aquelas árvores foram cortadas de uma forma tão impunemente assim, sendo que árvores realmente necessárias não estão sendo cortadas”.

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