Vereadores acompanham relatório final de Renato Ferreira e absolvem Prefeito Galileu Machado.

Em duas das três denúncias, 11 vereadores votaram pela absolvição do chefe do executivo.

ILÍDIO LUCIANO

Os vereadores de Divinópolis se reuniram na manhã desta sexta-feira (06/09), em reunião extraordinária no Plenário da Câmara Municipal da cidade, para apreciarem o relatório final da Comissão Julgadora e votar pela cassação ou não do mandato do Prefeito Galiléu Teixeira Machado (MDB), por supostas irregularidades cometidas em seu governo; e o resultado final foi favorável ao prefeito, que saiu vitorioso em todas as acusações apresentadas.

O chefe do executivo municipal estava sendo acusado de três possíveis irregularidades, a primeira, ter nomeado para cargo de coordenadoria, Marcelo Marreco, que disse em áudio vazado, que estava recebendo sem precisar trabalhar; a segunda denúncia versava sobre a não cobrança de multa por parte do executivo, de motoristas que estacionavam em local proibido, pelo estacionamento rotativo; por fim, Galileu estava sendo investigado pelo fato do Procurador Geral do Município, Wendel Santos ter usado a Tribuna Livre da Câmara, para defender o prefeito, enquanto cidadão.

Ao final da leitura do relatório, pelo Relator Renato Ferreira, cada vereador inscrito usou a tribuna pelo tempo de 15 minutos, onde explanaram sobre os fatos apurados.

O Advogado de defesa do prefeito, Daniel Cortês Borges, possuía o tempo de até duas horas para fazer a defesa do acusado, no entanto, não usou mais que 20 minutos para tanto.

Finalizado o processo de parlatório, o presidente da Câmara, Rodrigo Caboja iniciou a votação nominal, para cada denúncia apresentada, os vereadores deveriam votar SIM, se entendessem que o prefeito é culpado da denúncia apresentada e NÃO, caso endendessem que as denúncias fossem infundadas.

A primeira apresentação versou sobre a possível renúncia de receita, por não aplicaçã de multa no estacionamento rotativo. O resultado foi 12 a 4, pela absolvição de Galileu.

O segundo tema apresentado para votação foi sobre a oferta de cargo comissionado para Marcelo Morais Fernandes (Marreco), sem a contraprestação de serviço prestado a administração pública ; a votação terminou novamente com placar favorável ao chefe do executivo em 11 a 5.

Por fim, a denúncia contra o uso da Tribuna Livre do Plenário da Câmara, pelo Procurador Geral do Município, para defesa pessoal do prefeito, registrou o mesmo resultado favorável ao prefeito pelo placar de 11 a 5.

Com esses resultados, os vereadores optaram por acompanhar o relatório apresentado pelo Relator da Comissão Julgadora, vereador Renato Ferreira, que também absolveu de todas as denúncias o prefeito Galileu Teixeira Machado, que permanecerá no cargo até o dia 31 de dezembro de 2020, salvo por motivo de força maior, tenha que deixar o cargo.

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