terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013 05:13h Carla Mariela

Vereadores se posicionam sobre a ponte que cedeu na Comunidade do Tamboril

Eles afirmaram em seus depoimentos esperarem que os devidos procedimentos sejam tomados para que a comunidade não seja prejudicada

No dia 31 de Janeiro, a ponte que liga a Comunidade Rural de Tamboril a Santo Antônio dos Campos, construída em março de 1.978, cedeu. Esta ponte que faz a ligação da Comunidade para outras Comunidades Rurais e para Divinópolis é fundamental porque é só a partir dela que cerca de 500 moradores do Tamboril, dentre adultos e crianças, podem acessar outros locais. Após a ponte ter cedido, alguns parlamentares, durante as Reuniões Ordinárias na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e em sequência na Câmara Municipal, comentaram sobre o assunto.
Primeiro quem se pronunciou foi o vereador e vice-presidente da Casa Legislativa, Marquinho Clementino (PSL), que durante encontro na Fiemg, destacou sobre os problemas vividos pela população do Tamboril após a ponte ceder. Segundo Clementino, já havia algum tempo que esta ligação ente Santo Antônio dos Campos e a Comunidade do Tamboril vinha apresentando problemas. Ele abordou que devido às dificuldades financeiras do Município, sabe-se que não é de pronto que se tem o recurso para atender uma demanda como esta, mas como a ponte acabou cedendo, ele solicitou a colaboração do presidente da Câmara, Rodyson Kristnamurt (PSDB), para que em conjunto possam fazer com que a Prefeitura da cidade agilize os procedimentos.
“Sr. Presidente gostaria de pedir para que nos ajudasse, para que a prefeitura pudesse agilizar os procedimentos, porque caso esta ponte venha a ceder na sua totalidade, a comunidade vai ficar muito prejudicada. A Comunidade do Tamboril hoje, talvez se não for a maior, é uma das maiores Comunidades ligadas ao Município e depende demais daquela estrada, daquela passagem, inclusive, para escoar a produção agrícola, que é o grande forte do Tamboril”, disse.
Na semana passada, outro vereador, que também usou a tribuna livre para comentar sobre a ponte, foi Rodrigo Kaboja (PSL). Conforme, Kaboja, a Comunidade do Tamboril está praticamente ilhada. “A ponte que liga a Comunidade ao Distrito de Santo Antônio dos Campos cedeu, isso já era de conhecimento da administração municipal, como ressaltou na reunião passada, o nosso querido vereador Marquinho Clementino. Foi entregue ao Sr. Prefeito, uma indicação de minha autoria, relatando estes problemas que necessita de providências urgentes, pois os agricultores não conseguem transportar seus produtos para a cidade segundo o Sr. Custódio, presidente da Associação daquela comunidade”, relatou.
Custódio Gomes de Oliveira, citado por Rodrigo Kaboja em seu discurso, no dia que a ponte cedeu, disse à reportagem da Gazeta do Oeste, que o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), falou para ele e para alguns moradores que após a conclusão das obras do Lavapés, a ponte seria a próxima a receber as melhorias, porém até aquele incidente, nenhuma resposta havia sido dada para os moradores e usuários do local. O presidente da Comunidade ainda havia afirmado que esta situação já se arrastava há algum tempo e que a Prefeitura já havia sido comunicada. Alguns engenheiros estiveram no local na época e foi constatado que a ponte não apresentava risco de ceder.
Rodrigo Kaboja pediu durante o seu discurso que o prefeito Vladimir Azevedo, tome as providências urgentes e eficazes para solucionar os graves problemas daquela comunidade.
Em 31 de Janeiro, dia que a ponte cedeu, os habitantes do local, relataram que a travessia já apresentava sinais de desgaste e instabilidade de tráfego e afirmaram que com a intensidade das chuvas, as águas do córrego que corta a Comunidade subiram. Diariamente passavam ônibus de transporte coletivo, carros, motocicletas e caminhões que transportam o leite das fazendas da região. Após a ponte ceder, os moradores ficaram preocupados, porque muitas pessoas que moram na Comunidade trabalham fora e precisam da ponte para ter acesso ao seu trabalho.
De acordo com a Prefeitura, foi feita uma vistoria técnica antes do carnaval, e um documento foi passado para o Secretário Simonídes Quadros, abordando que visualmente a estrutura da ponte estaria comprometida, prejudicada e danificada, e que por isso precisava ser interditada porque senão poderia acontecer algum acidente. O secretário então deveria providenciar um projeto para que uma nova ponte fosse construída.
Procurado pela reportagem da Gazeta do Oeste para falar sobre o que será feito a partir de agora, o Secretário Municipal de Operações Urbanas e Defesa Social, Simonídes Pereira Quadros, explicou que ontem as obras na ponte tiveram início. Segundo Simonídes, de imediato será construída uma ponte de madeira acima da ponte atual que cedeu até que se faça uma licitação para que uma estrutura definitiva de concreto seja construída.

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