sexta-feira, 16 de Março de 2012 08:56h Atualizado em 16 de Março de 2012 às 10:03h. Carla Mariela

Veto de Prefeito é rejeitado por parlamentares

Vereadores votaram contra veto parcial que Vladimir apresentou a projeto das Organizações Sociais

A Reunião Ordinária na Câmara, ontem, às 14hs, foi marcada por um episódio que não havia acontecido antes no plenário. O primeiro acontecimento, foi o fato da maioria dos parlamentares presentes à sessão rejeitarem o veto parcial que o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), apresentou a Emendas criadas por alguns vereadores no projeto das O.S. para administração do Hospital Público.
O resultado final da votação mostrou que sete parlamentares rejeitaram o veto e três aprovaram. O segundo acontecimento ocorreu durante a votação, pois o painel eletrônico que aponta o resultado da votação teve problemas, sendo que o vereador Edson Sousa (PSB), por exemplo, se votava a favor de um determinado projeto, o painel, transmitia que ele havia votado contra. Isso foi motivo de solicitações no plenário, para que o painel fosse avaliado para evitar possíveis transtornos em relação aos votos emitidos pelos vereadores.
Em relação ao resultado da rejeição ao veto do prefeito, o vereador Edson, afirma que Vladimir está fragilizado, pois até seus representantes já não acreditam em seu governo. “Esse governo, é um governo só de mídia, é um governo da propaganda, é um governo insensível às causas sociais. Esse projeto vetado pelo Vladimir foi votado de uma forma errada, porque agrediu o regimento interno, onde o artigo 220 fala que não pode ser votado nenhum projeto, caso o vereador autor do projeto ou que tenha apresentado emendas esteja ausente, e eles aproveitaram que eu e a Dra. Heloísa estávamos de recesso, e votaram no dia 25 de Janeiro, na qual foi um desrespeito total, pois a Dra. Heloísa como médica, como vereadora, fez boas emendas e eu fiz mais emendas no campo da administração pública para dar mais transparência e buscando o consenso, e houve o veto parcial do Prefeito”, esclarece.
Em seu pronunciamento, Edson Sousa, também ressalta que um projeto só pode ser vetado quando ele possui dois artigos. “Ou o projeto vai contra o interesse público ou ele agride o direito constitucional, aí o prefeito pode vetar, e ele vetou com prepotência política. Esse resultado de sete a três mostra que os vereadores já estão distanciando desse governo, como o governo distanciou do povo, os vereadores já estão afastando desse governo que já não representa o sonho e o desejo do povo”, relata.
Contudo, o vereador Beto Machado (PSDB), questionou a veracidade dos votos devido ao possível problema do painel eletrônico. Ao entrevistar o presidente da Câmara, Anderson Saleme (PR), sobre a falha que ocorreu com o painel, ele ressaltou a decisão que ele vai tomar para que isso não aconteça mais. “Desde 2006 quando o painel foi instalado na Casa, não ocorreu sequer uma falha, hoje, aconteceu a alegação de que não houve o registro correto de votação. Nós vamos chamar a empresa responsável e também a diretoria legislativa para que seja feita uma apuração dessa situação, eu entendo que por quase seis anos que esse painel está na Câmara sem dar sequer um defeito, que somente os técnicos e também outras pessoas que trabalham no ramo poderão sanar e dizer se houve ou não alguma irregularidade” disse Saleme.

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