quinta-feira, 28 de Novembro de 2013 04:50h Atualizado em 28 de Novembro de 2013 às 04:55h. Carla Mariela

"Vivemos em uma democracia, em um poder que é dado pelo povo e o povo quer que sejamos leais a eles [...]"

Qual o balanço que você faz do seu mandato neste ano de 2013?

Eu acredito que ao substituir na câmara municipal o ex-vereador, já falecido, Sargento Geraldo, eu adquiri uma vivência e com o mandato deste ano já com mais experiência, a minha visão está sendo melhor. A absorção que tenho diante as necessidades que o cidadão passa para nós vereadores é maior. Devemos dessa forma ser sinceros e transparentes com as pessoas, acho que o fato de já ter esta experiência facilita para mim. Vivemos em uma democracia, em um poder que é dado pelo povo e o povo quer que sejamos leais a eles. Porém isso, às vezes se confunde com demagogia, porque por vezes o povo se sente enganado. Muitas vezes o sujeito embate um discurso que não está falando a verdade. Eu acho que primeiro devemos buscar a verdade, isso é até bíblico. Na bíblia diz: “busque a verdade porque a verdade vos libertará”. Sou da base do governo, ajudei a eleger o prefeito atual e sei das dificuldades que ele está enfrentando, sei da luta que é os repasses do governo federal para o município. Eu defendo nos meus pronunciamentos e sempre estou reforçando que deveríamos ter uma partilha melhor deste bolo tributário. Fazendo uma comparação com alguns países, aqui na América do Sul de um modo geral é assim. Eu estive na Irlanda e lá é assim também, é 30% para o Município, 30% para o Estado e 40% para a União. Tem alguns custos, alguns gastos, que o Estado tem hoje dentro do município, mas pode repassar. Acho que o Estado e a União administrando de longe, não monitoram tão bem quanto quem está aqui no município vivenciando o fato ocorrido. Hoje, depois desses anos, com esta minha vivência, posso dizer o ano de 2013 foi um ano produtivo. Foram diversas indicações que eu fiz, foram quase 50 indicações. Essa experiência que eu tenho com diversas instituições e associações me deram condições de assimilar melhor sobre o que a população quer de nós e muitas vezes a população nem quer saber de onde vem o dinheiro, se vem ou se não vem, o cidadão quer é a solução para os problemas. O balanço que eu faço, entretanto, é positivo porque dentro das perspectivas, dentro das possibilidades eu defendi o Poder Executivo naquilo que eu achava que era coerente, e o que não era coerente eu comunguei naturalmente com a oposição. Acho que o papel da oposição é muito importante e todo o parlamento precisa dos opositores e os que defendem. Eu tenho que ser coerente com o que me propus. É o primeiro ano de governo, é o meu primeiro ano no parlamento, acredito que neste período nós avançamos, crescemos. Dentro deste aspecto de evolução, acho que a câmara hoje é bem vista pela comunidade, tivemos um índice de aprovação de mais de 70%.

Qual a importância de levar para o plenário e para a população os temas que são debatidos na Acasp, encontros que você participa com frequência?

Há mais de 10 anos, eu junto na época, ao vereador Vladimir Azevedo, coronel Gentil, presidente da Acid, criamos a Acasp. Tive o privilégio de ser fundador desta associação. A intenção era ter uma associação que discutisse a segurança pública e os técnicos da área de segurança pública. O conselho técnico da Acasp hoje é composto pelo comandante da Polícia Militar, o comandante da região militar que conseguimos trazer para Divinópolis, o delegado regional de Polícia, sempre acompanhado de mais um delegado adjunto, o Corpo de Bombeiros, representantes do sistema prisional de Divinópolis tanto o Centro Sócio Educativo, quanto o presídio Floramar, a Maçonaria, o Lyons e Rotary, clubes de serviços de um modo geral e o cidadão que tem alguma reivindicação que ali acompanha as nossas lutas. Uma das questões debatidas foi referente ao projeto Olho Vivo. Desde o início abraçamos esta questão. A princípio seriam 18 câmeras, depois passou para 26, e na hora de assinar o deputado Domingos Sávio (PSDB) junto com outras lideranças conseguiu passar para 32 câmeras que vão dar uma boa visibilidade à Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, e a Defesa Civil em Divinópolis. Estou lá na Defesa Civil como voluntário. Nós desenvolvemos um aspecto muito importante dentro da Acasp que foi as associações de vigilância, pelas quais um vizinho protege o outro. Hoje temos mais de 40 associações nesse sentido. A Acasp tem colaborado para a segurança do divinopolitano.

Qual a sua opinião, sobre os projetos que foram bastante debatidos na Casa Legislativa, como por exemplo, o projeto do Executivo sobre crédito suplementar de aproximadamente R$ 22 milhões, e uma lei que está para ser protocolada que é o EM 056/2013, que trata sobre a extinção do cargo de auxiliar?

Este projeto de suplementação é importante, porque às vezes é conseguido dentro do orçamento diversas rubricas e não se consegue gastar isso por questões burocráticas. Há situações que será repassado o dinheiro para uma instituição, e esta não está com a documentação correta. Então é um dinheiro que vem do governo federal, vem do governo estadual e mexe com a sociedade inteira porque ali são diversas rubricas e este sobrou do orçamento. Não podia ser gasto com calçamento, não podia ser gasto com área pluvial, esse dinheiro teria que ser gasto com aquilo, com o propósito a que ele veio. Se nós não suplementássemos este valor, nós o perderíamos daí a importância do papel da oposição em algumas óticas. Caso as instituições e a própria prefeitura não consega gastar parte deste dinheiro, o Tribunal de Contas, determinou que fizéssemos uma adequação. Esta suplementação, esta correção do orçamento foi feita embasada no que determinou o Tribunal de Contas.
Quanto à extinção do cargo de auxiliar, este é também um projeto de adequação. São mais de 300 auxiliares que hoje executam diversas funções que não são de auxiliar de serviço e que hoje terceirizamos. Este título de auxiliar de serviço vai acabar, mas haverá a adequação da vida de diversos servidores porque o Ministério Público quer corrigir algumas situações burocráticas.

Sobre audiências públicas que ocorreram ao longo do ano, assuntos importantes, como Copasa, terceirização do hospital público por meio de Organizaões Sociais (OS), e a MG 050 e Concessionária Nascentes. Qual a importância de se debater estes temas no legislativo?

Houve uma melhora significativa da MG 050, mas precisa melhorar mais. Temos que debater este assunto sim. A questão das OS, a posição do promotor Dr. Ubiratan Domingues, é a mesma da minha, porque temos que buscar a eficiência, seja na administração direta ou indireta. Eu acho que o fato de nós termos hoje OS que deram prejuízo é relativo. Você pode ter uma má gestão direta ou indireta você tem que ficar atento a isso. Respeito também a defesa do Sintram, porque este está cumprindo o seu papel. Nós temos que buscar é uma forma de atender melhor o cidadão. Em relação à Copasa eu acho que é demagógico dizer que o município daria conta de administrar o esgoto, não deu conta e não dá conta! Temos que fiscalizar e cobrar que seja feito um serviço de melhor qualidade.

Dentre as indicações que você apresentou na Câmara Municipal pontue algumas:

Dentre as indicações, eu apresentei uma sobre a viabilidade de retorno do ponto de ônibus que foi transferido para a porta do Instituto Helena Antipoff, no bairro Niterói. Os próprios usuários daquela região que solicitaram esta demanda. A educação no trânsito é fundamental, as gentilezas urbanas, o motorista parar para um pedestre passar, este ato é fundamental. Esta indicação foi visando o pedestre, o usuário. O usuário do Helena Antipoff é um usuário especial que precisa de maior atenção. Acho que seria mais importante o trânsito se adequar ao usuário do que o contrário. São estas reivindicações que os cidadãos nos passam no dia a dia que faz com que fiscalizemos e cobremos as propostas do Executivo. Fiz diversas outras indicações.

O que a população pode esperar de você em 2014?

Tenho algumas lutas ainda para o mandato, uma delas é a biblioteca itinerante que eu acho fundamental para motivar, incentivar o cidadão, principalmente, a criança. Esta biblioteca itinerante seria uma van, ou um ônibus com o qual motivaríamos o hábito da leitura, e o empréstimo de livros para os cidadãos nos bairros. Temos uma biblioteca fixa na cidade, mas levaríamos esta móvel para os bairros.
Outro projeto que eu quero abraçar é a questão da guarda municipal que eu acho fundamental. A minha briga quanto à guarda é para aumentar a arrecadação, o repasse do governo federal, do governo estadual, e colocar o guarda municipal para aumentar a segurança dos nossos munícipes, pois esta poderá colaborar com os agentes de trânsito e também cuidar das praças, dos eventos públicos, para diminuir o número de ocorrências. Até o final do meu mandato pretendo trabalhar muito.

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