terça-feira, 13 de Novembro de 2012 03:51h Carla Mariela

Vladimir Azevedo busca em Brasília soluções para a queda do FPM

A queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está deixando os servidores públicos que foram exonerados da prefeitura e a população do de Divinópolis, preocupados. A redução dos repasses fez com que o prefeito Vladimir Azevedo realizasse cortes por meio do decreto 10.851. A preocupação é tanta, que já começaram as manifestações na cidade, devido a esses cortes. Na última sexta-feira, servidores se reuniram na Câmara Municipal, demonstrando contrariedade diante o decreto. O prefeito, para tratar de questões referentes ao FPM, foi ontem à noite para Brasília, para colocar Divinópolis frente às discussões para possíveis alternativas.

 


Vladimir Azevedo esclareceu para a Gazeta do Oeste, que após ter participado recentemente de uma reunião em Belo Horizonte, na Assembleia Legislativa (ALMG), juntamente com mais de 400 prefeituras de Minas Gerais, uma vez que a queda do FPM atingiu não só Divinópolis, ele participará em Brasília de um encontro para tratar sobre as questões criadas pelo FPM “Depois de já termos participado de uma reunião em Belo Horizonte, com vários prefeitos presentes, e nós ali juntos levando essa voz nesse momento em que os Municípios brasileiros passam por dificuldades, pela crise financeira internacional que repercute e pelas medidas econômicas que a Presidente da República toma,como por exemplo a isenção de IPI, há então quedas de arrecadação tanto no ICMS, como principalmente no Fundo de Participação dos Municípios, para nós já irmos redefinindo várias questões e querendo colocar o Município à frente dessas discussões e buscando o seu direito enquanto ente federado fundamental, porque afinal de contas, é no Município que a cidadania se materializa”, declarou.

 


O prefeito ainda acrescentou que essa reunião no Distrito Federal, é a 2ª parte desta luta por Divinópolis, onde segundo Vladimir Azevedo, é a cidade com maior foco desse problema, mas é onde que se têm as decisões. “Foram tirados dos Municípios brasileiros mais de R$1,5 bilhão e com a prorrogação agora da redução do IPI até dezembro vai chegar quase a R$2bilhões retirados dos Municípios brasileiros, só em Divinópolis esse impacto de mais de R$2,5 milhões de reais somando com a redução do RIT, do ICMS, nós estamos com a receita em menor do que o ano passado, em mais de R$5 milhões de reais, então é uma situação preocupante” destacou.

 


Conforme o prefeito, não é só Divinópolis que está vivenciando essa crise financeira, são todos os Municípios que tem uma situação parecida “Ou seja, aquele Município que não tem royalty de petróleo, todo Município que não tem royalty de minério, são situações atípicas de arrecadação e estamos passando por isso, desde as capitais até cidades pequenas e também as cidades médias talvez até no potencial maior e muitas com medidas mais drásticas do que estamos implementando em Divinópolis”, afirmou.

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