quarta-feira, 27 de Maio de 2015 12:15h

Vladimir Azevedo cobra do Estado e da União recursos obrigatórios da saúde

O prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, participou, nesta terça-feira (26/05), da Audiência Pública sobre saúde realizada no plenário da Câmara Municipal de Divinópolis

No evento promovendo pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Vladimir cobrou do Estado e da União recursos obrigatórios para a saúde e afirmou que a Prefeitura de Divinópolis investe o dobro do previsto pela Constituição Federal para a área.

 

O objetivo da reunião da reunião foi discutir a situação da saúde nos 55 Municípios da Região Ampliada Oeste e a situação de crise que vem se arrastando no Hospital São João de Deus (HSJD), centro de referência de mais de um milhão de pessoas.

O prefeito abriu seu discurso afirmando que o município já investe o dobro do exigido pela constituição federal. “Nossa obrigação é investir 15% do orçamento na saúde, mas investimos 30%”, disse.

Vladimir afirmou que a Prefeitura de Divinópolis mantém o funcionamento da UPA sem a contribuição da União e do Estado.

“Hoje temos um crédito com Estado e União de R$ 5 milhões, ou seja estão nos devendo. Bancamos sozinho o funcionamento da UPA, que parece ser um problema, mas é uma solução com todo esse desequilíbrio de desistência de leitos e a crise do Hospital São João Deus (USJD)”,afirmou.

Vladimir espera que a comissão da ALMG esclareça os problemas de recursos.

“Pela Portaria Ministerial precisamos manter seis médicos na UPA, hoje estamos com nove médicos, ou seja 50% a mais. Essa questão precisa ser esclarecida e esperamos que a comissão da Assembleia Legislativa possa desdobrar com a Secretaria Estadual de Saúde e com Governo Federal”, ressalta Vladimir.

O secretário municipal de Saúde, David Maia, afirmou que os recursos repassados diminuíram 30%.

“A gente compreende a situação, só que saúde pública se faz com recursos e eles estão cada vez mais escassos. Em relação ao ano passado, os recursos aportados na secretaria Municipal de Saúde reduziram cerca de 30%. Assim o município acaba arcando com todos os serviços, porque a população está próxima da gente. É importante que os governos coloquem não só os recursos obrigatórios, como outros recursos para resolvermos a atenção hospitalar da saúde em Divinópolis. Precisamos chegar a um denominador comum, o que não pode é o município ficar com todo o ônus”, finaliza David Maia.
 

Créditos: Antônio Carlos

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