quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012 09:30h Por Carla Mariela Colaboração Mariana Gonçalves

Vladimir Azevedo convida autoridades para visitarem o Hospital Público

O convite surgiu em um encontro na FIEMG, na última segunda-feira, para tratar de questões voltadas para o setor da saúde.

Na última segunda-feira aconteceu na FIEMG em Divinópolis, um encontro com prefeitos eleitos para que eles recebessem orientações sobre a estrutura referente ao SUS através da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais. Além dos prefeitos vencedores nas eleições de 2012, estavam presentes a Superintendente Regional de Saúde de Divinópolis, Kênia Silveira, a Presidente do Cosems/MG, Márcia Pivato, o Promotor Público de Minas Gerais, Gilmar de Assis, dentre outras autoridades. Após os pronunciamentos referentes aos problemas no setor da saúde e possíveis alternativas, o prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), durante seu discurso, convidou todos para uma visita ao Hospital Público Regional.
De acordo com o prefeito, todos precisam ir até o Hospital Público para conhecer de perto como estão as obras. “Queria convidá-los para fazer uma visita conjunta ao Hospital Público Regional, para todos conhecerem as reformas, para terem uma noção da grandeza da obra. Uma obra de 17 mil metros quadrados, um hospital super moderno, que vai nascer com 220 leitos, com UTI neonatal, um hospital que tem o foco na urgência e emergência e alguns outros serviços de média complexidade. Então vale a pena depois comparecermos lá com o objetivo de colocá-lo em funcionamento em 2013. Precisamos muito dos Deputados, dessa articulação também com as universidades para termos um hospital escola. Por isso, como prefeito de Divinópolis quero chamá-los para que nós façamos juntos essa visita”, convidou.
Em entrevista, a secretária Municipal de Saúde, Cherie Mourão, disse que em relação à previsão para o funcionamento do Hospital Público, não há como colocar uma data certa “Existe um planejamento sim para o hospital que é muito bem definido em relação ao caminho que é preciso ser percorrido para chegarmos no ponto final, que é um hospital totalmente pronto, totalmente equipado e funcionando de maneira plena atendendo todo o planejamento assistencial que vai dar resposta ao preenchimento a todas as nossas lacunas assistenciais. Mas, para isso se tornar uma realidade, depende de vários fatores, depende de todos os entes, depende do Governo Federal, do Governo Estadual, depende das prefeituras da nossa região. Então, não há como precisarmos uma data. O certo é que o caminho que está sendo percorrido até agora, está muito bem feito, bem traçado, desde como se decidiram que forma de hospital que seria, como que seria todo o seu projeto e a forma com que ele está sendo executado”, declarou.
Ainda conforme a secretária, existe somente uma previsão para que a obra fique pronta. Essa data seria aproximadamente até o final de 2013. Segundo, Cherie Mourão, paralelamente, já está havendo um trabalho para se conseguir os equipamentos.
No encontro, Vladimir Azevedo, detalhou como está a situação da saúde em todo o Brasil. “Os prefeitos eleitos pela primeira vez podem anotar e colocar a discussão de saúde como uma pauta prioritária. Aqueles que já foram prefeitos que irão voltar para assumir o exercício de 2013 saibam que a situação com certeza se agravou. Hoje, nós estamos em uma situação em que nós temos um problema estrutural, gravíssimo no Brasil, e se não tomarmos cuidado nós podemos viver uma ditadura econômica, com tanta centralização de recursos no poder central, e além do 70% de centralização, quando há qualquer medida de confisco do dinheiro na base da pirâmide, com essa invasão do nosso IPI, o nosso FPM  e que agora só no Município de Divinópolis são R$5 milhões de reais a menos esse ano, foi confiscado por parte do poder central”, abordou.
O prefeito de Divinópolis disse que é preciso levantar a bandeira e ter coragem de todos se expressarem. “Porque senão, vamos ficar numa situação, que só nós que respondemos, porque o poder Judiciário Federal, o Ministério Público Federal, com certeza não chegam com a mesma força no Palácio da Alvorada, no Palácio do Planalto, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal no Brasil não funciona para Governador e para Presidente da República, funciona para prefeito, a coisa estoura é em baixo mesmo, onde só tem 10% dos recursos e ainda vivendo uma equação perversa de cada vez mais essa centralização dos recursos. Temos que ter o cuidado com os programas federais, a grande maioria deles são para investimentos e não tem custeio lastreado para fazer deslocar”, salientou.
Vladimir Azevedo, ainda acrescentou, dizendo que a saúde é direito de todos e dever do Estado, ela tem esse problema estrutural, porque tudo no final das contas esbarra no dinheiro mesmo, uma vez que se tem que pagar o medicamento, tem que pagar o profissional, tem que comprar o equipamento. “Aí temos uma média de 22% nos orçamentos municipais, em Divinópolis mais de 24%, e o Governo Federal se negando a colocar 10%. Esses 3% de diferença 7 para 10 na aplicação do orçamento federal, significa R$9 bilhões de reais a mais. Sou otimista, acredito na gestão pública, acredito que vamos ter dia melhores, mas não acredito que teremos dias melhores sentados à sombra esperando que vem a solução. Com a nossa união, com a nossa capacidade de articulação, com projetos para a qualidade de vida do cidadão”, finalizou.

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