Volta da CPMF para financiar saúde é descartada por Padilha

A volta da CPMF, antigo Imposto sobre Movimentações Financeiras, como mais uma despesa para o bolso do brasileiro foi descartada pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última quarta-feira (4). Segundo o ministro não há intenção do Governo Federal de retornar o imposto e afirma que o objetivo da pasta é melhorar a gestão dos recursos.  


Após participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, Padilha afirmou que o governo não pretende tomar nenhuma iniciativa para recriação a CPMF. "No governo da presidente Dilma Rousseff nunca se discutiu a hipótese de reedição da CPMF para financiar a saúde", declarou.


O ministro salientou que sua missão a frente do Ministério será de reforçar e aprimorar os mecanismos de gestão, para que se tenha mais controle sobre os recursos da saúde e maior capacidade de definição das metas da União, Estados e municípios no setor. "Para que os recursos sejam cada vez mais bem investidos", reforçou.


A respeito da urgência de votação do projeto de regulamentação da Emenda Constitucional 29, que determina os porcentuais mínimos a serem gastos na saúde por Estados, municípios e União e que vem sendo muito esperada pelos municípios, que dispõe de menores recursos, Padilha afirmou que não acompanha mais a articulação política no Congresso, função que exerceu antes de assumir a pasta da Saúde, como ministro de Relações Institucionais. Mas Padilha acredita que existe um espírito comum entre governadores e prefeitos de vários partidos de aproveitar esse momento para criar uma regra permanente e estável sobre os recursos destinados a saúde para poder melhorar o Sistema Único de Saúde (SUS).
 

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