Programa Pró-nascentes da Copasa conta com participação de produtores rurais de Itapecerica.

Objetivo é preservar as nascentes, e córregos para não faltar água para as comunidades atendidas.

Ilídio Luciano

Com o objetivo de preservar as nascentes dos rios da região, a fim de garantir água para as comunidades onde atua, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) implantou o programa Pró-mananciais na cidade de Itapecerica e conta com o apoio e participação dos produtores rurais.

O objetivo da Copasa, em parceria com instituições públicas é a revitalização e preservação das nascentes, córregos e rios, que são responsáveis pelo abastecimento hídrico das cidades atendidas pela companhia.

Somente na cidade de Itapecerica, já foram construídos mais de cinco mil metros de cercas para a proteção das nascentes e margens do rio Gama, que é um dos que compõem a microbacia do rio Itapecerica.

Ana Carolina Melo é diretora de Meio Ambiente da Prefeitura de Itapecerica e preside o Coletivo Local de Meio Ambiente (Colmeia). Ela elogia os resultados obtidos com a iniciativa da companhia de abastecimento. Ela cita que não chove há 60 dias no município e no entanto, os córregos estão abastecidos.

“Entre 2014 e 2017, a zona rural foi a primeira a sentir os efeitos da crise hídrica. Agora eles estão nos procurando porque perceberam a efetividade do programa. Passaram a ser multiplicadores, informando aos outros produtores, e estão ansiosos pelas próximas etapas do projeto”, comemora.

Incentivada pelos resultados já apresentados, Ana Carolina planeja apresentar e implantar o projeto a outras comunidades rurais do município.

“O resultado obtido aqui e em outras localidades que contam com o programa serve como exemplo positivo, para apresentarmos em outras comunidades e regiões, que necessitam de preservação”, propõe.

A próxima etapa inclui um cronograma de atividades na comunidade rural do Gama de cima, também em Itapecerica. No local, além do cercamento das nascente e matas ciliares, será realizado o plantio de mudas nativas nas áreas de preservação permanente, adequação de estradas, construção de cacimbas ou bolsões, curvas de nível e terraceamentos e aceiros.

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