Domingos Sávio alerta que queda no nível do reservatório Furnas exige ação imediata para o uso racional da água.

Deputado Domingos Sávio cobra equilíbrio entre geração de energia e preservação da atividade econômica.

Percebendo uma queda média de oito centímetros por dia no nível do reservatório de Furnas, em Minas Gerais, o deputado federal Domingos Sávio agiu rápido e cobrou providências imediatas do Operador Nacional do Sistema Elétrico e agências que regulam o uso da água no Lago. A intervenção do parlamentar é pelo o uso racional dos recursos hídricos, de maneira a garantir a produção de energia elétrica e ao mesmo tempo preservar as atividades relacionadas ao agronegócio, piscicultura, aquicultura e turismo nos 34 municípios banhados por Furnas.

Em ofício encaminhado ao diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, Luiz Carlos Ciocchi; ao diretor-presidente interino de Furnas Centrais Elétricas, Pedro Eduardo Fernandes Brito; e à diretora-presidente da Agência Nacional de Águas – ANA, Christianne Dias, o deputado Domingos Sávio solicitou um rigoroso controle na operação do reservatório nos dias atuais. O pedido é para evitar que se repita o ocorrido em anos anteriores, quando houve uma queda acentuada do nível do reservatório durante a estiagem.

Ao cobrar a colaboração dos órgãos competentes, Domingos Sávio propôs uma solução. Segundo o parlamentar, neste momento, o razoável seria operar o sistema com uma vazão proporcional ao volume de água que chega por minuto no sistema hídrico que abastece o reservatório. 

Furnas na pauta de Brasília

Este é o segundo ofício encaminhado pelo deputado federal Domingos Sávio ao Operador Nacional do Sistema. Em fevereiro, o parlamentar se reuniu com o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, em Brasília, onde levou ao gestor a reivindicação legítima de moradores do entorno do reservatório para que fosse respeitada a cota mínima 762.

Domingos Sávio defende planejamento hídrico no Lago de Furnas.

 A cota 762 defendida desde 2001, foi observada depois de vários estudos, mostrando que a limite 762 metros, em ralação ao nível do mar, é o volume ideal para gerar energia, para desenvolver o turismo e outras utilidades da água. Esse valor corresponde a 56% do nível da represa.

Em março, Domingos Sávio foi uma das vozes em defesa de Minas Gerais durante audiência pública sobre o Lago de Furnas na Câmara dos Deputados. O debate reuniu lideranças de diversas regiões de Minas Gerais, entre prefeitos, vereadores e movimentos sociais para estabelecer uma cota mínima para o nível do reservatório de Furnas. A medida é mais uma das alternativas que buscam solucionar o baixo volume de água na represa, sem comprometer a geração de energia elétrica e estimulando as atividades econômicas na região.

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