PREFEITURA DE SÃO GONÇALO DO PARÁ RECUSA IMPLANTAÇÃO DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS).

A unidade especializada em saúde mental estava aprovada pelo Ministério da Saúde e atenderia cinco municípios da região.

31 MAR 2021

A atual administração se recusou a implantar uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) na cidade mesmo com credenciamento e os recursos já autorizados pelo Ministério da Saúde.

O CAPS atenderia outras quatro cidades em forma de consórcio: Itapecerica, São Sebastião do Oeste, Perdigão e Araújos. A informação é da ex-secretária de governo da administração anterior, Kaká Guimarães.

O CAPS é um serviço de saúde aberto e comunitário do SUS e funciona como referência, tratamento e reinserção de pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves 

e demais quadros que justifiquem sua permanência num dispositivo de atenção diária, personalizado e promotor da vida.

O projeto de implantação do CAPS foi desenvolvido na gestão do ex-prefeito Toninho André e a atual administração tinha até final de fevereiro deste ano para iniciar o processo de

implantação da unidade. Segundo Kaká Guimarães, a prefeitura receberia cerca de R$300 mil do Ministério da Saúde para a implantação da unidade, além de R$28 mil mensais

para sua manutenção. A prefeitura cederia o espaço físico. “Já tinha uma portaria aprovada disponibilizando os recursos e o local de funcionamento do CAPS seria no antigo quartel”,

lamentou Kaká.  De acordo com a ex-secretária, esta seria uma conquista muito importante para a população desses municípios, principalmente para as famílias que tem membros que

sofrem com transtornos mentais, porque o Cersam de Divinópolis (Centro de Referência em Saúde Mental) cessou o atendimento de pacientes dessas cidades.

A prefeitura ainda não se posicionou a respeito do caso.

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