Santa Casa de Misericórdia em Carmópolis de Minas é parcialmente interdita por falta de alvará.

Apenas casos de urgência e emergência estão sendo atendidos na unidade.


A Santa Casa de Misericórdia de Carmópolis de Minas foi parcialmente interditada nesta quarta-feira (12).
A informação foi confirmada nesta quinta-feira (13), pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). De acordo com a secretaria, a medida foi tomada devido o descumprimento por parte da Santa Casa, das notificações emitidas pela Vigilância Estadual de Saúde desde o fim do ano passado.
O provedor da Santa Casa José Vasconcelos, confirmou a interdição da unidade e disse que a administração está trabalhando para cumprir as determinações da Vigilância para retomar o funcionamento. De acordo com a SES-MG, as não conformidades encontradas na instituição interferem na qualidade da assistência prestada.
A Santa casa poderá voltar ao funcionamento completo desde que a situação seja regularizada.
Até que isso ocorra somente casos de urgência e emergência foram liberados para serem atendidos no pronto-socorro da instituição.
Pacientes classificados com quadros não graves, deverão ser encaminhados para atendimento em hospitais da região.
De acordo com a SES-MG, a instituição estava funcionando com o alvará vencido de 2018, sem solicitar a renovação do documento na Vigilância Sanitária da Regional de Saúde.
A Secretaria Estadual de Saúde esclareceu ainda que a medida de interdição é um procedimento padrão e de rotina da Vigilância Sanitária.
Além disso, a SES-MG destacou que não houve denúncia na unidade e sim, inspeção de rotina da Vigilância Sanitária e o problema foi detectado. O provedor da unidade disse que a situação da Santa Casa é complicada, pois desde 2015, a Prefeitura não repassa à verba total destinada a instituição.
Em setembro de 2019, a intuição foi alvo de investigação na Câmara Municipal.
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos no Hospital.
No Pronto Atendimento da unidade, até compartimentos de remédios simples para dor estão vazios.
Em entrevista na época, a médica clínica geral, Maria Resende Grodzki, a unidade não tinha kit de acesso central, faltava medicações básicas como anti-inflamatórios e antibióticos usados no tratamento de várias doenças. Havia denúncias de que a unidade enfrenta problemas de repasses de verba por parte da Prefeitura o que estaria afetando o atendimento à população.

 

 

 

 

Fonte - G1

 

 

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