Josafá Anderson diz que pode convocar direção do Hospital São João de Deus para esclarecimentos.

Vereador faz questão de lembrar que é ele quem deve fazer questionamentos e não o hospital.

ILÍDIO LUCIANO

Depois de apresentar sua indignação com relação a situação do atendimento nos hospitais de Divinópolis, principalmente quanto ao atendimento dos pacientes do SUS, no Hospital São João de Deus, o vereador Josafá Anderson soube que a direção do Hospital pretende processá-lo judicialmente. O parlamentar explica que não houve comunicado a ele, para as explicações do Hospital.

“Não houve nenhum contato oficial comigo, somente uma nota, que me surpreendeu e entristeceu; porque foi uma atitude precipitada da direção do hospital, o Hospital São João de Deus é um patrimônio, referência para Divinópolis, patrimônio de todo povo da região, muito bem quisto e amado por todo povo divinopolitano. Me surpreendeu e alguns falam que foi uma forma de coagir este vereador”, lamenta.

Josafá relembra que, não se dirigiu somente ao Hospital São João de Deus, quando questionou no plenário as ações que estão sendo observadas na saúde divinopolitana.

 “Minha fala não fala diretamente para o Hospital São João de Deus, da seletividade, mas sim, dos erros que estão acontecendo na saúde de Divinópolis; o atendimento básico e também a questão da falta de leitos e do SUS Fácil, que não é nada fácil. Você tirar um paciente de Divinópolis, que é uma cidade de referência, para levar para cidades menores é um absurdo; isso tem que ser questionado, é minha obrigação questionar e é obrigação do hospital me responder, só que eles inverteram os papéis”, explicou.

Josafá faz questão de lembrar a direção do hospital que, é ele na condição de vereador, quem deve questionar e buscar respostas para a população.

“Sou eu quem sou o fiscalizador, lá não é um hospital público, é misto, tem dinheiro público, e há outros questionamentos que eu farei em momento oportuno; acredito que ao invés de uma nota, o hospital poderia ter me chamado para conversar, acredito que ainda o farão. Estou agendando uma reunião, caso o hospital não me procure, aí eles serão convocados, eu faço parte da Comissão de Saúde, e nesta condição posso convoca-los para prestar esclarecimentos. Eu quero saber onde está esse SUS Fácil, por que tirar pacientes de Divinópolis para morrer em outras cidades?”, indaga e termina.

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