Treinadores discordam do posicionamento de Lisca sobre parar o futebol

Conceição, Renato Gaucho e Abel Ferreira se posionaram sobre o caso

04 MAR 2021

CARLOS HENRIQUE MONTEIRO

Os treinadores parecem discordar do apelo de Lisca, do América, para parar o futebol. 

“Pelo amor de Deus, gente? O que está acontecendo com o nosso país? Nós precisamos nos posicionar, precisamos lutar contra isso. Nós precisamos nos vacinar. Por favor, presidente Caboclo. Tite, nós precisamos do seu posicionamento. Você é o treinador principal do país. Não deixe acontecer conosco isso, Tite. Pelo amor de Deus!”.

“Então, faço um apelo à CBF para dar um tempo nessa Copa do Brasil, para que a gente adie um pouco esses jogos. Tenho certeza que meus colegas também estão preocupados. Sou pai de família, tenho duas filhas, tenho uma esposa e eu quero viver, gente. Tem gente que pega e morre, tem gente que pega e não acontece nada”, reforçou Lisca
 

Críticas ao Governo Federal

 

Lisca ainda fez criticas a falta de agilidade dos Governo Federal para viabilizar vacinas para todos no Brasil. “Eu não sei de parar o Campeonato (Mineiro) agora, mas a Copa do Brasil a gente vai ter de repensar. São 80 times do Brasil inteiro, nós não podemos colocar 80 delegações dentro de avião, dentro de aeroporto. Estamos morrendo quase duas mil pessoas por dia. Nós não temos a vacina. Nós não podemos comprar a vacina, para a indústria privada vender para a população, não estamos avalizando a vacina produzida aqui. É o país que menos vacina. Daqui a pouco não poderemos sair daqui para ir para lugar nenhum. Nós estamos muito preocupados, está havendo reinfecção d

Renato do Gremio, Abel Ferreira do Palmeiras, e Felipe Conceição, da Raposa, tiveram posturas distintas em relação ao caso.

Renato Gaúcho, do Grêmio, enxerga o futebol como um mecanismo para manter as pessoas em casa. "Adoro o Lisca e cada um tem sua opinião. O futebol é o local mais seguro, não que seja 100%. Mas a gente está fazendo, entre aspas, um favor ao povo. No momento que a gente joga a gente ajuda o torcedor a ficar em casa. Não pode parar tudo no país”, opinou.

O técnico Felipe Conceição, do Cruzeiro, optou não se manifestar sobre a realização ou não da Copa do Brasil. Ele  prefere deixar a decisão para os governantes.

 

"Pelo lado do ser humano Felipe, essa questão da pandemia incomoda. Incomoda toda sociedade, o mundo todo. A gente está vivendo um momento atípico. Por outro lado, o Felipe treinador não tem a responsabilidade de definir se a competição vai continuar, se as autoridades estão corretas ou não, porque elas têm capacidade, números, análises, seja na área de saúde, seja nossos governantes, para tomar as decisões devidas. O que me cabe, sou funcionário do Cruzeiro, se tiver jogo sábado eu vou e vou procurar melhorar o time, que é isso que eu tenho que fazer. Essa é minha função. E vou continuar trabalhando e me esforçando ao máximo para que a equipe cresça. Questões políticas e governamentais não me cabem”, disse.

 

O técnico Abel Ferreira, do Palmeiras,  também se preocupa com o crescimento do números de casos de COVID-19 e de mortes no país, por causa da doença. Mas ele preferiu chamar atenção da população para a necessidade de se cuidar mais e ficar em casa, dentro do possível. Uma paralisação do futebol no futebol não foi tema de reflexão do português.

"Quando cheguei aqui, fiquei espantado. Na Europa tivemos dois lockdowns, que era só ficar em casa. Quando cheguei aqui vi que, de fato, as regras tinham que ser mais rígidas. Assusta a quantidade de mortos. Eu sou apaixonado pelo futebol, mas futebol sem vida não é nada. O que posso dizer é para que sejamos responsáveis. Assusta quando ligo o jornal e vejo as notícias, os hospitais lotados. Temos que esquecer o clubismo, a rivalidade, e lutar por uma causa. A Covid é um rival que não tem dó, que mata – completou.

 

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