sábado, 26 de Novembro de 2011 08:29h Flaviane Oliveira

Aguapés na Lagoa da Sidil

No local um grande tapete verde toma toda a superfície da água e os peixes que vivem no local estão morrendo. Assoreada e recebendo grande parte do esgoto doméstico, a Lagoa se encontra em estado crítico

A lagoa do Sidil é alvo de poluição constante, seja por meio do despejo de esgoto em suas águas ou mesmo por parte da população que joga lixo no local. Nos últimos meses toda a superfície da lagoa foi coberta pelos conhecidos aguapés que infestam o rio Itapecerica todos os anos.
No local um grande tapete verde encobre a superfície da água e a imagem seria muito bonita de se observar, não fosse o fato de que os peixes que vivem no local estão morrendo.


Weverton Geraldo Alves é biólogo e fala da situação atual da lagoa “Ela está muito assoreada e claramente a gente nota um crescimento excessivo de algas, que é decorrente de matéria orgânica. Existe o lançamento de esgoto nessa lagoa, o que facilita o crescimento e proliferação excessiva dessas algas” explica.
O biólogo explica que com o crescimento dos aguapés, é consumida uma grande parte do oxigênio da água, o que complica a vida aquática da região. Além disso, as algas encontradas na lagoa liberam grande quantidade de toxinas prejudiciais a saúde humana.
Durante a reportagem um homem pescava no local e de acordo com Weverton essa não é uma atitude segura, pois ao se alimentar de um peixe vindo da lagoa há um sério risco de contaminação.

 

 

APOIO


A partir da próxima semana uma siderúrgica fará a limpeza da lagoa. Weverton esclarece que para fazer qualquer processo de limpeza no local por meio mecânico, é preciso todo um processo burocrático de autorização dos órgãos competentes e por esse motivo a retirada dos aguapés será realizada de forma manual. Porém o biólogo explica que para melhorar as condições da lagoa é preciso fazer um desassoreamento em toda sua extensão.
Com a chegada do final de ano e uma pequena diminuição da produção, a siderúrgica irá disponibilizar alguns de seus funcionários para realizar a retirada dos aguapés com o uso de canoas. A expectativa é de que a retirada das algas seja concluída ainda no final do próximo mês.
Quando questionado sobre a quantidade de esgoto que é depositada na lagoa, o biólogo disse que não tem esses dados precisos, “A informação que eu tenho da própria secretaria de Meio Ambiente do município é que são lançados esses efluentes na parte superior da lagoa devido a falta de rede de esgoto da vizinhança” .

 

SIDERÚRGICA

 

 

Weverton aproveitou o momento para esclarecer que a siderúrgica não faz qualquer tipo de lançamento de esgoto na lagoa, “Já houve mas hoje as nossas águas são 100% reutilizadas e destinadas corretamente” frisa.
O biólogo acredita ainda que a participação do município na limpeza e conservação da lagoa é fundamental, “É uma área que faz parte do nosso cartão postal, então faço um apelo para que o município olhe mais para esse local. Nós da siderúrgica Álamo estamos a disposição do município para dar um apoio e fazer uma manutenção na lagoa. Nós na medida do possível estamos abertos para investir nessa lagoa e desde já me coloco a disposição” finalizou
 

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