quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011 09:22h Atualizado em 7 de Dezembro de 2011 às 09:45h. Flávia Brandão

Cidade Tecnológica de Divinópolis

Foi realizada mais uma reunião com o grupo de empresários, que está à frente da proposta criação de um Parque Tecnológico em Divinópolis. O vice-presidente do Word Trade Center Brasil, Leonardo Figueiró,apresentou a primeira etapa do projeto

O gabinete da Prefeitura Municipal de Divinópolis foi sede, ontem (6), de mais uma reunião com o grupo de empresários, que está à frente da proposta inovadora no Brasil de criação de uma Cidade Tecnológica de 4ª geração, em Divinópolis. O vice-presidente do Word Trade Center Brasil, Leonardo Figueiró, apresentou a primeira etapa do projeto que é o “Master Plan”, que mapeia as partes específicas, que estarão inseridas dentro do empreendimento e também o estudo de viabilidade da criação da cidade.  O prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) não esteve presente na reunião, no entanto a apresentação foi acompanhada pelos secretários João Luiz de Oliveira (Pancho), Pedro Coelho, Afonso Salgado, Rodrigo Resende e José Elísio Batista.


De acordo com Leonardo Figueiró o projeto irá trazer para Divinópolis a primeira cidade tecnológica do Brasil nos moldes de um parque de 4ª geração, onde pessoas moram no local, trabalham, tem entretenimento, escolas, etc. O valor inicial do empreendimento é de R$ 350 milhões sendo que poderá atingir o montante de até R$ 1 bilhão de reais. A captação dos recursos será feita por meio de fundo (captação aberta de dinheiro na bolsa de valores) ou “Private Equity” (recursos privados não abertos). A expectativa é de que 20 mil empregos sejam criados após todas as etapas e instalação de empresas concluídas.


Após os contatos iniciais, a apresentação de ontem teve o foco para apresentação do máster plan a Prefeitura. De acordo com Figueiró se o projeto for aprovado o Word Trade Center Brasil irá inclusive se instalar dentro da cidade tecnológica.  “O máster plan é o desenho de como seria a cidade com as áreas específicas, que estarão no terreno. Ou seja, onde será instalada a parte industrial, comercial, o parque tecnológico, segurança e o estudo de viabilidade do empreendimento”, declarou.


Expansão


Figueiró ressalta que o objetivo do WTC é se estender pelo Brasil, sendo que hoje existem cinco filiais no país: Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Curitiba, São José dos Campos e Brasília. “Queremos ter 25 Word Trade Center até 2016 e a ideia é que a gente vá para as cidades de médio porte como Divinópolis. Isso porque enxergamos um grande potencial de crescimento dentro dessas cidades, sendo que os grandes centros urbanos já estão com trânsito pesado, criminalidade, locomoção difícil, etc. E, além disso, a perspectiva de crescimento de PIB dessas cidades menores é muito maior que nas grandes capitais do Brasil”, disse.   
Além disso, o vice-presidente diz que o Centro-Oeste não tem ainda um empreendimento como esse, nos moldes de um parque tecnológico, e no Sul de minas e na capital mineira já tem. “Nós vimos com grandes olhos pela infraestrutura de universidades e localização da cidade no Centro-Oeste e pelo acolhimento que a prefeitura nos deu com todo acesso as informações e uma conversa franca com o prefeito. Esse apoio é fundamental da iniciativa pública para que a iniciativa privada tenha segurança de investir”, declarou.


Mapa internacional


Figueiró afirma que com a instalação do WTC dentro do parque, Divinópolis irá ingressar no mapa internacional do grupo, sendo que os empresários da cidade poderão usufruir dos produtos e serviços da rede internacional, que é a maior rede de negócios do mundo com mais de um milhão de empresas filiadas. 


Impacto ambiental


A respeito do impacto ambiental, o vice-presidente do WTC afirma que o empreendimento irá ter as mais modernas formas de coleta de lixo, água, energia, etc. “Nem cabe a gente fazer um empreendimento desse tamanho, que não seja com um impacto mínimo possível no meio ambiente”, declarou.


Tipo de empresas


Fiqueiró disse que a cidade tecnológica não irá comportar empresas com uma vocação específicas, já que a ideia é abrir espaço para inovação. “Pode até ser uma empresa aqui de Divinópolis, pode ser um calçadista de Nova Serrana, pode ser uma empresa de computação do EUA, nos queremos vocação em inovação”, destacou.


Papel do município


Questionado sobre o papel da Prefeitura dentro do projeto para que o mesmo possa deslanchar, Figueiró explica que como o terreno não está em da zona urbana da cidade, é preciso alterar algumas coisas na legislação, ou seja, é preciso o apoio da Prefeitura e Câmara Municipal. Após a adequação na lei, Leonardo afirma que o empreendimento poderá ser iniciado imediatamente.

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