terça-feira, 20 de Dezembro de 2011 19:20h André Bernardes

Exposição traz a Divinópolis peças de antiguidades

Entre as peças, estão móveis do século XVIII

Os divinopolitanos não precisam mais ir a cidades históricas ou grandes capitais para comprar antiguidades. O empresário Davi Jorge de Souza trouxe para Divinópolis a In Tempore, uma galeria de objetos de artes com móveis e objetos de decoração antigos no segundo piso do Pátio Shopping.
Grande parte dos objetos são do empresário de Petrópolis que abriu esta exposição para fixar uma loja na cidade. “Eu estou fazendo uma experiência no shopping, é uma exposição. São móveis e objetos antigos. A grande maioria vem de Petrópolis da minha loja de lá. Fiz muitos leilões, é um comércio intenso de antiguidades que as pessoas oferecem” contou.
A galeria possui mesas, aparadores, quadros, bancos e diversos objetos para a casa. No ar, um cheiro de cidades históricas como Ouro Preto e Tiradentes. Segundo Davi, a galeria tem peças do início do século 18. “Nem sempre a peça mais antiga é a mais procurada. Mas isso é muito relativo. Tenho peças do final do século 18, aparadores, relógios, mesa datada de 1871, mas isso não quer dizer que é a melhor peça” contou.
As peças são adquiridas em leilões ou pessoas que vendem os objetos de família ou que receberam de herança. Davi conta que para ter valor é preciso avaliar a data, qualidade e a raridade do objeto. “O objeto que tem algum valor ele não acaba, só muda de dono. São coisas que você recebe de herança, ou está precisando de dinheiro. Avaliar a peça é decidir a época que ela foi feita, qualidade da peça e tem que ver o valor para comércio. O mais importante é a raridade e a qualidade dela” explicou.
A exposição está aberta todos os dias no horário de funcionamento do shopping de 10h às 22h. De acordo com Davi, a receptividade dos divinopolitanos está muito boa e há uma grande procura de pessoas que querem mobiliar fazendas. “Agora que estou definitivamente aqui em Divinópolis, estou surpreso com a receptividade das pessoas. Aqui em Divinópolis estou conhecendo o público. As pessoas trazem uma memória do passado, daquilo que vive na infância, aprendeu com os pais e quer trazer isso de volta. A arte de Minas, Goiás, Bahia, foram todas para os grandes litorais, mas o interior está desenvolvendo demais e as pessoas querem retornar com essa história. E nada melhor para identificar uma pessoa que um objeto que seja sua história. Caracterizar sua casa pois o objeto você escolhe para conviver com você, por isso ele tem que ter haver com sua história, te identifique. O valor não é monetário, é sentimental” finalizou. 

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