quarta-feira, 23 de Novembro de 2011 13:38h Flaviane Oliveira e Luciano Eurides

Homem pede socorro para tentar salvar casa que está em risco de desabar

Sob a residência foi descoberto um buraco de quase dois metros de profundidade

Dormir em casa tem se tornado motivo de preocupação e as reformas da residência tiveram que ser interrompidas há algumas semanas. Ricardo é morador do Bairro Afonso Pena e reclama dos riscos de desmoronamento da casa onde mora e teme pela própria segurança e da família. De acordo com o morador, uma rede fluvial passa no terreno onde está a casa dele, na praça São Sebastião. A descoberta de um buraco de 1,5 m ocorreu durante a reforma da casa.


Ricardo, que teme pela segurança da família explica que quer evitar que uma tragédia aconteça e se preocupa com a chegada das chuvas que podem deixar o terreno ainda mais vulnerável ao aumento do buraco, “Como é que a gente tem o sossego de deitar e dormir? A casa tem mais de 50 anos e realmente a situação está crítica” revela preocupado.


Ricardo conta que o terreno onde fica a residência,sempre apresentou alta taxa de umidade “Aqui sempre foi muito úmido o terreno, as vezes subia um mau cheiro mas não era um cheiro tão forte e resolvi fazer uma varanda e uma lavanderia para minha esposa. Chamamos os pedreiros para fazer a obra e começamos a encontrar crateras do tipo de formigueiros mas não eram formigueiros” lembra.


O morador acredita que o buraco se deve ao vazamento da rede de esgoto, “Existe uma caixa distribuidora que foi feita pela prefeitura que suportaria a rede de esgoto que passa por nosso terreno que eles falaram que foi fechada, mas infelizmente pelo mau cheiro que está e pelo que está ocorrendo lá ela não foi interditada não” lamenta. Ricardo declara que a casa onde mora está em condições precárias e cheia de rachaduras e faz um apelo para que a prefeitura vá até o local e tome alguma medida.

 

 

CORRENDO CONTRA O TEMPO

 

O morador conta que procurou a prefeitura para saber o que deveria fazer em relação ao buraco, “Tomei a providência de ir a prefeitura e me pediram 30 dias para fazer a vistoria, ligamos para o Corpo de Bombeiros também e realmente moro na casa não tenho para onde ir, ela está em risco de desabamento. A cratera é muito grande e a gente não pode suportar uma coisa dessas” desabafa.


De acordo com Ricardo a espera por uma solução é angustiante, “Fui na prefeitura estou com um protocolo, paguei a taxa que foi pedida, aí o rapaz que faz a vistoria disse que viriam em dois dias e são 30 dias para eles me darem a resposta. Eu estou preocupado deles virem para olhar essa situação do alicerce da casa e da caixa que eles fizeram aqui, que é uma caixa que suporta quatro casas e vem tudo pra nós” explica.

 

 

O OUTRO LADO

 

A reportagem entrou em contato com a secretaria de Operações Urbanas para saber quando a vistoria será realizada no local e o que poderá ser feito para avaliar a situação, porém o secretario não foi encontrado para prestar esclarecimentos. De acordo com a secretaria, Ricardo deve entrar em contato  o mais rápido possível para viabilizar uma vistoria nos próximos dias.

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