terça-feira, 13 de Dezembro de 2011 13:41h Sarah Rodrigues

Mato alto compromete visibilidade na trincheira

Carros e motos são bloqueados pelo matagal

Os motoristas que trafegam pela trincheira da rua Goiás estão enfrentando um novo problema: o mato alto. Devido ao período chuvoso a vegetação do canteiro central da trincheira que liga o bairro Orion ao bairro São Roque está muito grande atrapalhando a visão dos motoristas.
Os moradores da região alegam que as freadas bruscas estão ocorrendo com frequência, principalmente dos motoristas que vem da alça da trincheira rumo ao centro e ao bairro São Roque. Os condutores que vêm do centro são os mais prejudicados, pois não são vistos por quem vem pela alça da trincheira do sentido Belo Vale e também não tem visibilidade nenhuma de quem trafega desta região.


Quando os veículos conseguem ver um ao outro já estão bem próximos. A moradora do bairro São Roque, Patrícia Almeida conta que estava percebendo há alguns dias que os ônibus estavam freando mais do que de costume quando chegavam próximo ao canteiro central da trincheira e não percebia o motivo. “Em algumas vezes percebi que os motoristas não estavam reduzindo a velocidade e só próximo à placa de PARE é que freavam bruscamente, meu marido que é motorista que me alertou. Ele disse que o mato estava bloqueando a visão e que poderia ocorrer um acidente, principalmente à noite quando o fluxo é menor e os motoristas correm mais”, relata.
O motorista Rômulo Silveira conta que dependendo da velocidade que o veículo vem é difícil parar. “Sei que tem uma placa de PARE para mim, que venho da alça, por isso reduzo, mas as vezes quando estou reduzindo vem um carro em alta velocidade, ele não me viu e nem eu o vi”, conta.
Durante o período em que a reportagem da Gazeta esteve no local foi constatado que o mato está realmente alto e os motoristas enfrentam dificuldades. Até os condutores de ônibus e caminhões que são veículos mais altos estão tendo dificuldade em ver os outros veículos devido ao matagal que se formou no canteiro. O mato chega a mais de 1,60m na maioria dos pontos.


Em contato com o secretário municipal de Operações Urbanas e Defesa Social Adilson Quadros, fomos informados que durante o período chuvoso as ações de capina são quase mínimas. Quadros ressaltou que até meados de fevereiro chove muito, o que dificulta o trabalho dos servidores.
O secretário ainda afirmou que a área da trincheira especificamente cabe à concessionária Nascentes das Gerais fazer a manutenção e que o trecho não estaria na programação de capina da Semoudes. “O trecho faz parte da manutenção da Nascentes e mesmo não estando dentro do cronograma de capina, nós vamos dar uma olhada especial, irei lá para ver a situação e vamos dar uma melhorada”, esclareceu Quadros.
Em contato com a assessoria da Nascentes das Gerais fomos informados que a área que fica em baixo da trincheira é de domínio municipal, já que liga a rua Goiás à rua Pernambuco, por isso é o município quem deve realizar a manutenção no local. “O trecho não faz parte da malha viária sob concessão”, informou a assessoria.

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