terça-feira, 13 de Dezembro de 2011 13:38h Atualizado em 13 de Dezembro de 2011 às 18:22h. Cristiane Fernandes

O abate de carne bovina aumenta em Minas Gerais

Em Divinópolis os açougues não registram aumento da venda da carne bovina, mesmo com o aumento de abate em Minas

O número de animais abatidos com inspeção sanitária, de acordo com dados levantados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), cresceu 33% em Minas Gerais, entre 2004 e 2010. No mesmo período, o país registrou crescimento de 13% no volume de abates. De acordo com os dados, este aumento foi proporcionado depois da criação do projeto Minascarne. Antes de 2004, ano da fundação do projeto, apenas era registrado, uma média anual de 1,2% anual do crescimento do número de abates inspecionados, depois de 2004 este número aumentou, hoje é inspecionado 2,2% dos abates.


De acordo com a análise, Há alguns anos atrás, o estado exportava um grande número de animais para outros Estados, e este abate fora de Minas gerava prejuízos para o Estado, pois, deixava de gerar mão de obra e renda. O setor que aumentou e movimentou o setor econômico do abate, foi a exportação para outros países. Em 2004, Minas respondia por 1,86% do valor exportado, e isso rendia ao estado US$ 46 milhões. No ano passado, as exportações mineiras aumentaram para 6,72% e rendeu ao estado US$ 307 milhões. O volume de carne, exportada, também teve um grande aumento, em 2004 era exportado 1,87%, já em 2010 este número passou para 6,5%.


Ainda de acordo com a pesquisa, esse aumento da exportação da carne bovina é devido ao crescimento da população e só não aumentou, porque no país o consumo por pessoa passou de 37,1kg para 37,4kg. Porém em Divinópolis, esta não é a realidade segundo os comerciantes.
Salomão Camargo da Fonseca, açougueiro, afirma não acreditar no aumento no abate de carne bovina, pois a carne aumentou e o consumo abaixou, pelo menos em Divinópolis.


“Quando aumenta muito o preço o consumidor final paga mais caro, então a tendência desse consumidor, quando a carne aumenta de custo, é procurar outra opção de carne, como o frango e os embutidos” explicou.
Para o açougueiro a carne bovina teve uma queda, mas não por causa da diminuição do volume da carne, mas sim pela qualidade do produto “já tive muito problema com frigorífico porque as carnes abatidas aqui, em Minas, não são de boa qualidade, então buscamos outra opção, para atender o cliente” afirmou.


Com a queda da qualidade da carne, sobram carnes no açougue e os comerciantes tem prejuízo “Algum produto que não sai, jogo fora ou forço a venda com preços mais baratos e assim, tenho prejuízo, se a carne em Minas está aumentando em Divinópolis está diminuindo” ressaltou o açougueiro.
O açougueiro ainda afirma não ser boa a venda da carne bovina nesta época do ano por causa das festas de fim de ano, a procura maior agora, é por carnes de primeira. “A carne de primeira, todo final de ano é mais consumida. A procura dela é maior e a de segunda cai. No fim de ano o consumidor que fazer um churrasco, assar um lombo um pernil, então, a venda da costela e das carnes inferiores caem” informou.

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