sábado, 26 de Novembro de 2011 08:47h Atualizado em 26 de Novembro de 2011 às 19:56h. Cristiane Fernandes

Poluição sonora: queda de braço

Em reunião da Aliança e Cidadania para discutir o tema poluição sonora, o vereador Beto Machado anunciou que a lei municipal sofreu alterações para que os músicos se apresentassem em determinados horários. Porém a medida não agradou aos moradores

Ontem, 25 de novembro, pela manhã, representantes das entidades Assuntos de Segurança Pública, ASCAP, da Aliança da Cidadania, da Polícia Militar, o vereador Beto Machado, o secretário de Meio Ambiente Pedro Coelho e moradores de Divinópolis se reuniram no auditório da Caixa Econômica Federal, edifício Marciana, para discutir assuntos relacionados a poluição sonora.
No dia 21 de outubro, aconteceu uma reunião para discutir os projetos em andamento e a poluição sonora foi um dos temas abordados, nesta ocasião os moradores, músicos e donos de bares se comprometeram em encaminhar para o vereador e para as entidades, sugestões para incluir e modificar artigos já existentes na lei. Ontem eles, novamente, se encontraram e o objetivo era debater sobre a proposta feita pelo vereador, junto com a secretaria de Meio Ambiente, secretaria de Cultura, músicos, proprietários de bares e a população. “Os assuntos da pauta são referentes à poluição sonora, através do vereador Beto Machado, temos trabalhado em uma proposta para atender o cidadão, os músicos e donos de bares” informou o secretário do Meio Ambiente Pedro Coelho.
Alguns meses atrás, alguns bares não conseguiram renovar os alvarás para poder oferecer música ao vivo no estabelecimento, a partir dessa medida, os músicos ficaram sem ter um local para trabalhar e foram prejudicados. Segundo um dos moradores, Marco Túlio Vasconcelos, dentista, eles entraram com um pedido na justiça para impedir o alto barulho proporcionado pelos bares da rua São Paulo, no centro, “conseguimos uma liminar na justiça para termos sossego, durante 6 meses tivemos descanso, mas uma cervejaria já conseguiu o alvará para voltar a funcionar”ressaltou.


Na tentativa de diminuir esses problemas, o vereador Beto Machado reforça o objetivo do projeto e frisa querer com as modificações na lei, atender de uma forma justa a todos interessados. “O objetivo principal desse projeto foi atender a todos de forma justa, o músico que está sendo prejudicado, o cidadão que quer descansar e dormir sem ser incomodado, os estabelecimentos comerciais e aquele cidadão que gosta de ouvir uma musica ambiente” explicou. Com essa medida, o vereador, busca normatizar o problema, e junto com os outros membros envolvidos, espera atender a todos sem prejudicar ninguém.
Na reunião, o vereador informou sobre algumas modificações, principalmente no horário de apresentações dos músicos. De acordo com as modificações, será permitido ao estabelecimento, shows ao vivo durante determinados dias da semana:  nas quintas-feiras o horário estimado é das 18hs as 23hs, nas sextas, sábados e vésperas de feriado de 11hs as 15hs e de 18hs as 24hs, durante os feriados e aos domingos apenas é permitido música ao vivo de 11hs as 17hs e os comércios terão que ter licença para funcionar.


Porém essa medida não agradou aos moradores, Marco Túlio, já fez mais de 20 ocorrências e elas foram dentro do que seriam os horários permitidos, segundo a proposta do vereador Beto Machado. Vasconcelos reforçou “já realizei cerca de 20 ocorrências policiais, a música ao vivo aconteceu na quinta, sexta e no sábado, tudo durante a noite e após as 21hs”.
O secretário do Meio Ambiente, Pedro Coelho, diz que o grande problema é a fiscalização “hoje temos apenas 2 fiscais na cidade e não é o suficiente para atender a toda população” reforçou.
A nova lei vai para votação, na Câmara dos Vereadores, e somente depois de aprovada em plenário, ela vai começar a ser fiscalizada.

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