terça-feira, 27 de Dezembro de 2011 08:54h Flaviane Oliveira

Postos de gasolina são fiscalizados em Divinópolis

As fiscalizações têm sido realizadas em todo o país, atingindo cerca de 38 mil postos. Em todo o estado de 130 postos foram autuados, sendo seis em Pará de Minas e um em Itaúna. O município de Divinópolis ainda não recebeu qualquer autuação

Há pouco mais de 30 dias o Procon Estadual tem feito blitzes por Divinópolis para fiscalizar os postos de gasolina da região. Toda a fiscalização é embasada nos padrões determinados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o diretor da Minaspetro em Divinópolis, Leopoldo Marques Pinto, o município possui pouco mais de 40 postos de gasolina e a fiscalização é realizada para garantir que o combustível distribuído atenda aos padrões de qualidade necessários e não sofra adulterações.


As fiscalizações têm sido realizadas em todo o país, atingindo cerca de 38 mil postos. Já foram autuados até o momento 4,4 mil estabelecimentos, sendo 391 por problemas de qualidade e uma média de mil postos foram interditados. De acordo com a ANP, em todo o estado de 130 postos foram autuados, sendo seis em Pará de Minas e um em Itaúna. O município de Divinópolis ainda não recebeu qualquer autuação. Durante as fiscalizações em todo o país foram identificados 91 casos de reincidência nesse ano, sendo que 29 perderam a licença e o posto que for autuado pela terceira vez tem a licença de revenda do combustível revogada.


O motorista Valter Maria acredita que as fiscalizações acabam sendo uma garantia a mais que o cliente tem na hora de abastecer, “Eu que trabalho usando meu carro acho importante essa fiscalização do combustível porque assim sei que é mais fácil evitar abastecer em lugares que tenham gasolina adulterada ou alguma substância que acabe estragando meu carro” avalia.

 

 

QUALIDADE


De acordo com a ANP, a qualidade dos combustíveis é definida por um conjunto de características físicas e químicas previstas nas Normas Brasileiras (NBR) e Métodos Brasileiros (MB) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e de normas da American Society for Testing and Materials (ASTM). Desde 1999 a ANP mantém o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis que já chega a 23 estados brasileiros por meio de contratos com laboratório e universidades. Em Minas a Universidade Federal de Minas Gerais faz a análise do combustível que é vendido nas bombas do estado.A Agência disponibiliza em sua página na internet uma lista com o nome dos postos infratores no estado e para os casos de registro de denúncia, o consumidor pode ligar para 0800 970 0267.

ADULTERAÇÃO


A gasolina pode ser adulterada de várias maneiras e as mais comuns são a adição de álcool acima da quantidade determinada pelo Governo e a mistura irregular de solventes. A ANP destaca que “A adulteração mais comum do álcool hidratado é a adição de mais água à fórmula, o que resulta num produto fora de especificação, portanto inadequado ao uso. Outra forma de adulteração é a adição de álcool anidro ao álcool hidratado” destaca a associação.
Quando o combustível é adulterado pode danificar o motor e outros componentes do veículo, mesmo que o problema seja percebido em longo prazo, quando se torna impossível demonstrar quando e como o dano foi causado. Além disso, o veículo pode passar a ter um rendimento insatisfatório, perder a potência do motor e consumir mais combustível

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