sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011 15:48h Atualizado em 16 de Dezembro de 2011 às 22:57h. Cristiane Fernandes

Representantes da cidade se reuniram para debater assuntos relacionados à Divinópolis

Aliança da Cidadania e representantes de entidades divinopolitanas se reuniram ontem pela manhã para debater assuntos relacionados a segurança da cidade

Ontem pela manhã, a Aliança e Cidadania junto com representantes da Polícia Militar, secretaria da Saúde, secretaria da Educação, Adefom e da Fundação Educacional de Divinópolis (FUNEDI), se reuniram no auditório da superintendência da Caixa Econômica Federal, para discutir assuntos relacionados a comunidade, pautados na última reunião no dia 25 de novembro. 
Os assuntos discutidos na reunião foram as políticas públicas de assistência à criança e ao adolescente; ocupação irregular de terrenos públicos; apresentação dos dados pela Funedi-Uemg sobre as comunidades terapêuticas e informações sobre o centro de comércio popular. O promotor de justiça Sérgio Gildin coordenou a reunião e ressaltou os temas abordados no ultimo encontro para ser fechada a ata.
O diretor da Adefon, Milton Henriques de Oliveira, aproveitou a pauta do dia para falar sobre a falta de acessibilidade na cidade para os deficientes “aqui na cidade é muito difícil para nós deficientes se locomoverem, existem muitas árvores nas calçadas, não existem rampas adequadas e ainda, existem os comerciantes ambulantes nas calçadas” informou.
Sobre este tema, foi esclarecido na reunião, que as calçadas são de responsabilidade do proprietário do imóvel e para garantir a acessibilidade é necessária a fiscalização nas ruas, no caso dos ambulantes nas calçadas, também é um fator de falta de fiscais, porém, o problema é maior, pois eles mudam muito de local, como reforça o promotor “existe fiscalização para os chamados “toureiros”, comerciantes ambulantes, mas eles trocam muito de lugar e dificulta a fiscalização” informou.

Comunidades terapêuticas

Durante a reunião, como foi estabelecido no dia 25 de novembro, representantes da Funedi/Uemg, esclareceram pontos importantes da pesquisa realizada pelos alunos e professores do curso de Psicologia da instituição. “foram contratados seis pesquisadores do curso de Psicologia para realizar a pesquisa nas comunidades. Ela ainda, não foi finalizada, mas vamos terminar na próxima semana” informou o presidente da Funedi, Gilson Soares.
O pedido, para a realização das pesquisas nas comunidades terapêuticas, surgiu à partir da operação Candidés “depois da operação Candidés, foi realizado um diagnóstico e vimos algumas falhas na assistência e por isso, pedimos um diagnóstico completo das comunidades de tratamento da cidade” esclareceu o promotor.
Ao total, participaram das entrevistas 13 comunidades, o objetivo era levantar informações sobre o tempo de funcionamento da casa, existência de algum vínculo religioso, finalidade da comunidade, perfil dos acolhidos e relação com a família, as normas e cadastro nos setores públicos entre outros. Porém, a análise dos dados recolhidos ainda não foi realizada. “os dados ainda não foram analisados, porque ainda não terminamos a pesquisa” afirmou Marcos Silva, aluno do curso de Psicologia.
Porém alguns pontos já foram esclarecidos pelos pesquisadores, como o fato da liderança das comunidades ser por ex-dependentes químicos e informaram que eles são escolhidos dentro da própria casa de reabilitação “a liderança das comunidades são escolhidas dentro do grupo e são pessoas com históricos parecidos com os internados, pois assim, eles acham mais fácil, pelo fato da pessoa já ter passado pela mesma experiência” informou o pesquisador.
Este e outros pontos foram abordados, como o tratamento nas clínicas, famílias e entrada e saída das entidades. Depois dos apontamentos foi decidido que a pesquisa, assim que for finalizada, será analisada, e criado um projeto para trazer soluções para o município “depois de terminar a pesquisa, já vamos produzir um projeto para apresentar as autoridades para trazer soluções para o município” ressaltou o presidente da Funedi.

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