sexta-feira, 25 de Novembro de 2011 14:21h Sarah Rodrigues

Trabalhadores judiciários federais mantêm greve

Reunião discutiu rumos do movimento

Os trabalhadores do Poder Judiciário de Divinópolis em greve há pelo menos 15 dias fizeram uma reunião na tarde de ontem para decidirem sobre a continuidade do movimento. Os servidores foram favoráveis e a greve no município continua por tempo indeterminado. No Fórum da Justiça do Trabalho, somente os atividades básicas estão sendo realizadas.


Segundo o servidor Antônio Oliveira Campos os trabalhadores judiciários estão há 15 dias em greve por tempo indeterminado e só realizam as atividades básicos com o número de efetivos estipulado por lei. “Estamos atendendo o serviço essencial conforme a lei determina”, explica.
De acordo com o trabalhador a greve é pela valorização do serviço público, além de um reajuste salarial real.  “O judiciário é um serviço público, e se não valorizar o servidor, teremos perdas de bons funcionários qualificados. O perdedor final é a sociedade, a sociedade terá um péssimo atendimento, fazendo uma analogia ao INSS que tinha filas enormes, se o judiciário ficar sucateado, ele terá uma vazão grande de servidores a tendência é diminuir a qualidade”, avalia Campos.


O servidor frisa que todas as reivindicações da classe são válidas e que em todo o país estão ocorrendo greves e manifestações em prol da luta dos trabalhadores do judiciário federal. “Nós temos que buscar eficiência, então quem perde mais é o servidor. Não é argumento furado para conseguirmos aumento, não queremos isso. Temos consciência de valorizar o serviço público, que é essencial à sociedade. Temos que respeitar a nossa dignidade também, pois há anos estamos sem reajuste.Em resumo reivindicamos um reajuste salarial com reposição da inflação, e principalmente melhorar a qualidade do serviço público”.

 

 

GREVE


O objetivo da paralisação dos servidores é chamar a atenção do governo Federal e do Congresso Nacional. Segundo os servidores a iniciativa pede que as autoridades aprovem de forma urgente o Projeto de lei 6613/2009, que trata de reajuste salarial, em tramitação na Câmara dos Deputados desde 2009.


Em nota divulgada pelos servidores à população eles explicam o motivo da paralisação. “Esclarecemos que tivemos o nosso último reajuste salarial ainda em 2006 e que nossa revisão salarial não gerará impacto orçamentário imediato para os cofres da União, pois, caso o projeto seja aprovado, será implantado em parcelas que serão divididas ao longo dos exercícios de 2012 e 2013. Por outro lado, o governo Federal, enquanto se nega a pagar o nosso PCS, reserva quantias vultosas para pagamento da inesgotável dívida pública, para ajuda ao empresariado e para socorro a banqueiros que fomentam a crise econômica mundial”, afirma.


Os trabalhadores também reivindicam a rejeição do projeto de lei Complementar n° 549, de 2009 (PLP 549/2009), de iniciativa do Poder Executivo. “A aprovação desse projeto implicará o congelamento dos salários de todos servidores públicos do país, até 2019, e impossibilitará a contratação de novos servidores em todas as áreas de atuação do poder público, cerceando a população do acesso a serviços essenciais como educação, saúde, segurança, transporte e justiça. Tudo isso, para garantir mais de 1 trilhão de reais para a realização da Copa do Mundo de 2012 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil”, avalia a nota.Na carta aberta à população os servidores pedem ao cidadão o apoio à aprovação do PL 6613/2009
 

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