Vice-Presidente da Câmara de Vereadores pede que ambulantes sejam removidos após período natalino.

Marcos Vinícius diz que camelódromo era medida paliativa que se tornou permanente.

ILÍDIO LUCIANO

O vereador vice-presidente da Câmara de vereadores de Divinópolis, Marcos Vinícius defendeu os vendedores ambulantes, quando fez uso de seu tempo na Tribuna da Casa Legislativa na reunião ordinária desta terça-feira (08/10). O vereador lembrou que a criação do camelódromo foi uma medida paliativa, que se tornou permanente; entretanto ele pede para que o prazo para a remoção dos vendedores seja feita após as festividades de final de ano.

“A concepção do camelódromo era a construção de um centro de compras popular, com respeito ao trabalhador e ao cidadão; só que esse respeito ficou perdido no tempo e no espaço, somente presente na placa que ainda hoje é visível. Os trabalhadores ali estão em condições precárias, não tem instalação sanitária decente, não há conforto para os trabalhadores e nem para as pessoas que frequentam aquele espaço diariamente.

O vereador lembra que o camelódromo é mais uma medida paliativa, que se tornou permanente na cidade  e pede para que haja bom senso por parte do poder executivo municipal.

“Infelizmente a gente acompanha que uma medida paliativa se torna definitiva, quanto tempo tem, esse camelódromo já existe desde o ano de 2008, quando o prefeito era o Demétrius e eu era o presidente da Câmara. Então à época, o camelódromo era para ser uma medida paliativa, provisória e que infelizmente se tornou definitiva, um problema mal resolvido; não houve ali investimentos, nenhuma outra edificação, e a situação ali nos remete a uma precariedade que é por conta da fiação elétrica exposta.

Marcos lembra que o perigo fica mais iminente, com a proximidade do período chuvoso, onde a situação tende a piorar para os vendedores ambulantes.

“Eu lembro que a situação tende a piorar, com a proximidade do período chuvoso, onde há alagamentos, que acontece recorrentemente todos os anos, então é uma situação que não pode perdurar. Agora o que eu defendi na Tribuna, é que eles tenham um espaço decente, digno, houve tempo para que o município providenciasse isso, condizente com a dignidade que eles merecem, e eu penso que essa transferência seja feita fora do período natalino, porque ali são trabalhadores honestos, em sua grande maioria, que eu penso que poderiam aproveitar esse período de natal para que possam ter suas vendas acrescidas, e essa transferência pode causar um grande prejuízo para eles”, pede.

O vereador fez questão de salientar que a medida que pede a transferência dos ambulantes do quarteirão fechado da rua São Paulo é salutar, para a melhor mobilidade das ambulâncias do Samu, mas pede razoabilidade na transferência desses trabalhadores fora do período natalino.

© 2009-2019. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.