Cultura

Série Concertos no Parque celebra o Dia dos Namorados com composições de Tchaikovsky e Villa-Lobos

Apresentação vai reunir obras primas da música erudita; Acesso para o Concerto é gratuito, mas é necessário realizar cadastro pelo Sympla e apresentar cartão de vacina contra Febre Amarela e Covid-19.

A Fundação Clóvis Salgado realiza mais uma edição especial de uma de suas atividades mais aclamadas, a série Concertos no Parque. Dessa vez, o repertório é em homenagem ao Dia dos Namorados, e promete um concerto emocionante no dia 12 de junho (domingo), às 10h, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti. Com regência do maestro assistente André Brant, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais interpreta a Abertura da ópera La Gazza Ladra, de Gioachino Rossini, Dança do Sabre, de Aram Khachaturian, o adagio do balé A Bela Adormecida, de Piotr Tchaikovsky, Melodia Sentimental, de Heitor Villa-Lobos, Morte de Amor de Isolda, de Richard Wagner, e a abertura da opereta O Morcego, de Johann Strauss II. O acesso para o concerto é gratuito, mas é necessário realizar cadastro pelo Sympla e apresentar cartão de vacina contra Febre Amarela e Covid-19.

Segundo André Brant, o concerto foi planejado buscando variedade no repertório e identificação do público. “Teremos algumas peças muito divertidas, que o público de certa forma já escutou a melodia e irá reconhecer. Vamos homenagear o Dia do Namorados com obras que falam essencialmente sobre o amor, como as belas Morte do Amor de Isolda e A Bela Adormecida. Traremos uma grande variedade de obras mais curtas e leves”, explica Brant.

Além de celebrar uma data especial, a edição marca a primeira vez que o regente assistente assume a batuta da OSMG em um concerto no Parque Municipal. “Embora já tenha assistido à inúmeras apresentações da orquestra ao ar livre, é a primeira vez que rejo um Concerto no Parque. A relação do público com as apresentações é muito diferente, mais participativa. É possível falar sobre as obras e gerar proximidade”, relata Brant. “Temos a possibilidade de apresentar a OSMG para um grande número de pessoas em um novo ambiente. Com certeza será uma bela apresentação que se traduz em outra forma de acesso do público à música erudita”, celebra o maestro.

Movimento introdutório
O programa se inicia com a abertura da ópera La Gazza Ladra, do compositor italiano Gioachino Rossini. A obra é conhecida pelo seu dinamismo, marcada pelo ritmo da percussão. “Escolhemos essa obra pois Rossini tem a característica de escrever obras divertidas e muito leves, e essa é uma daquelas que certamente o público já ouviu”, explica Brant.

O maestro também destaca que a segunda obra, Dança do Sabre, tem um grande potencial melódico que o público já reconhecerá nos primeiros compassos. A obra foi composta pelo armênio Aram Khachaturian, em 1942, baseada em uma canção folclórica. É considerada uma das peças mais influentes da música popular do século XX, e foi regravada por vários artistas mundialmente.

Ode ao amor romântico
O grande destaque fica com o trecho do balé A Bela Adormecida, composto pelo russo Piotr Tchaikovsky com base no conto de fadas do escritor francês Charles Perrault. Obra prima clássica, o balé é considerado um dos mais grandiosos já compostos, tendo alcançado a popularidade com ainda mais intensidade ao fazer parte da trilha sonora do filme homônimo estreado pelos estúdios Disney.

O programa prossegue com a brasileira Melodia Sentimental, de Heitor Villa-Lobos. A música é parte integrante da cantata A Floresta do Amazonas, composta inicialmente para o filme de romance Green Mansions (1959), de Mel Ferrer. “Ambas as peças tratam sobre o romance de uma forma muito característica e bonita de se ouvir”, destaca Brant.

O concerto segue com a peça final da ópera Tristão e Isolda, grande alegoria para a morte por amor, eternizada pela lenda medieval do celta. Composta pelo alemão Richard Wagner, Tristão e Isolda é considerada uma das óperas mais famosas ao se tratar de amor romântico: nitidamente dramática, sua melodia cria um clima de tensão que traduz tema central, o amor impossível, e o encontro que culmina na morte trágica do casal.

Para finalizar o repertório, a abertura da ópera O Morcego, de Johann Strauss II, traz um clima mais animado à apresentação. “A ideia é fechar o concerto com uma obra mais divertida. A abertura de O Morcego é uma peça muito diversificada, possuindo valsas vienenses em sua composição. Possivelmente o público já a escutou em algum filme ou desenho animado”, conclui Brant.

André Brant
Natural de Belo Horizonte, André Brant formou-se bacharel em regência na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na classe dos professores Charles Roussin e Silvio Viegas. Formou-se mestre em regência orquestral e correpetição na Hochschule für Musik (Escola de Música) de Dresden, na Alemanha, na classe de Christian Kluttig e de Stefen Leißner. Tem se destacado atualmente como regente e pianista acompanhador em produções operísticas, dentre as quais: “Cosi fan Tutte” de Mozart, “Falstaff” de Verdi, “Das Tapfere Schneiderlein” de Mitterer, “Hänsel und Gretel” de Humperdinck; “Livietta e Tracollo” de Pergolesi e “Rita” de Donizetti, “O Segredo de Susanna” de Wolf-Ferrari, “La Cambiale di Matrimonio” de Rossini dentre outras. Em 2014, foi bolsista do 45° Festival de Inverno de Campos de Jordão. Já realizou masterclasses de regência com renomados maestros dentre os quais: Jorma Panula, John Neschling, Robert Spano, Lanfranco Marceletti, Marin Alsop, Giancarlo Guerrero, Osvaldo Ferreira dentre outros. É o diretor musical da Cia Mineira de Ópera. De 2016 a 2020 atuou como professor e regente na Escola de Música do Cefart, além de ter sido regente titular do Coral Infantojuvenil e da Orquestra Jovem. Coordenou também a matéria Ópera Studio, tendo realizado montagens de ópera com alunos desta disciplina. Desde 2020, é o Regente Assistente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

A série Concertos no Parque é realizada pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e pela Fundação Clóvis Salgado, e é orrealizada pela APPA – Arte e Cultura. Tem como apresentadora do Programa a Cemig, e como patrocinadores ArcellorMittal, AngloGold Ashanti, Instituto Unimed-BH e Usiminas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o apoio do Instituto Usiminas.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.

Fonte: Secult-MG.

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