Esportes

Atlético-MG acelera venda de shopping para estancar dívida de R$ 1,4 bilhão

Atual campeão brasileiro e da Copa do Brasil, o Atlético-MG é dono de uma das maiores folhas salariais da América do Sul e está entre os elencos mais valiosos do continente.

Mas quem vê o sucesso dentro de campo, talvez não imagine que a situação financeira do clube seja caótica. Com uma dívida estimada em R$ 1,4 bilhão, o Galo paga entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões só em juros a cada ano. Com urgência para estancar o endividamento, o movimento interno é pela venda de 49,9% de um shopping, para que o Atlético deixe de depender do mecenato dos 4 R’s para se tornar um clube sustentável.

O conselho deliberativo do Atlético se reuniu nessa quinta-feira e o assunto principal foi a questão financeira. No último balancete divulgado pelo clube, em setembro do ano passado, a dívida era de R$ 1,3 bilhão, referente ao primeiro semestre de 2021. No fim deste mês, os conselheiros vão se reunir novamente, para avaliação do balanço financeiro da temporada. No documento que será divulgado em breve, consta uma dívida que já está casa dos R$ 1,4 bilhão, como informou o ge e confirmou o UOL Esporte.https://0d25d6804cca05c30f0925abc638da22.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html?n=0

De acordo com a direção e um grupo de conselheiros, a solução mais rápida para controlar a dívida e não afetar em nada o futebol é a venda do shopping Diamond Mall, localizado em Lourdes, bairro da Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O empreendimento foi construído ao lado da sede administrativa do clube, no local que obrigava o antigo Estádio Antônio Calos, utilizado pelo Atlético entre as décadas de 1920 e 1960. O clube ainda detém 49,9% do centro comercial, já que a outra metade foi vendida em 2017 e o dinheiro foi usado na construção da Arena MRV.

Dívidas do ‘bem’

O valor de R$ 1,4 bilhão é impactante, e sem dúvida alguma é o do Atlético a maior dívida do futebol brasileiro. Nem Botafogo ou até mesmo o Cruzeiro chegaram nos valores do endividamento atleticano. Embora o valor seja assustador, internamente existe uma diferenciação entre dívidas, pois nem tudo é colocado no mesmo balaio. Há o que a direção atleticana e os mecenas tratam como ‘dívida do bem’. É o valor que o clube deve a Rubens Menin e a Ricardo Guimarães, por exemplo, dois dos integrantes dos 4 R’s.

A dívida com Ricardo Guimarães foi parcelada após um acordo, O valor era de R$ 155 milhões e caiu para R$ 80 milhões, sendo que R$ 65 milhões serão quitados através de patrocínio no uniforme. Já com Rubens Menin, o débito está na casa dos R$ 400 milhões, mas não há cobrança de juros e nem mesmo um prazo para o pagamento. Como são credores que não pressionam o clube, são as tais dívidas do bem.

Nesta conta também entra o débito do clube com a União, que está acima de R$ 300 milhões. O valor é alto, mas está parcelado pela adesão do clube ao Profut (Programa de Modernização do Futebol). O custo mensal do Atlético com o pagamento de dívidas tributárias é de aproximadamente R$ 3,5 milhões.

Dívidas do ‘mal’

Quase metade da dívida do Atlético é tratada como ‘dívida do mal’. São valores que o clube mineiro deve para instituições financeiras, nos empréstimos que o Galo se escorou para fazer futebol durante a última década. É nesta somatória que estão também os débitos trabalhistas e com outros clubes. O custo da ‘dívida do mal’ fica entre R$ 50 e 60 milhões por ano. É o valor que o Atlético gasta com juros e deixa de investir no time de futebol. Acabar com essa dívida é a prioridade da diretoria atleticana.

Por isso a venda do shopping é tão importante. De acordo com avaliação de mercado, o empreendimento comercial vale cerca de R$ 350 milhões. Com o dinheiro em mãos, o Atlético aposta que terá condições de negociar descontos com os credores e o valor da negociação é considerada suficiente para acabar com a dívida chamada ruim.

Um dos argumentos dos conselheiros favoráveis à venda do shopping é renda que o clube tem com o local e o custo anual com juros. Apesar de proprietário de quase 50% do Diamond, o Atlético apenas uma pequena fatia do faturamento do empreendimento. O centro comercial rende cerca de R$ 10 milhões por ano ao Atlético, contra R$ 60 milhões que o clube gasta em juros.

Fonte: UOL.

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