Esportes

Réver pode se tornar o segundo jogador com mais títulos pelo Atlético-MG

. Neste sábado (2), diante do Cruzeiro, Réver pode conquistar seu 11º título pelo Atlético, o que fará dele o segundo jogador mais vitorioso em 114 anos de história do clube.

“O ingresso é R$ 40, mas o zagueiro Réver é do Galo!’.

Assim começou a história de Réver com o Atlético-MG. Anunciado como reforço alvinegro em 19 de junho de 2010, pelo então presidente Alexandre Kalil, via Twitter, o defensor desembarcou em Belo Horizonte como uma resposta da diretoria aos preços dos ingressos.

À época, com Mineirão e Independência fechados, ambos em reforma para a Copa do Mundo de 2014, o Atlético mandava seus jogos em Sete Lagoas, cidade aproximadamente a 70 quilômetros da capital. O valor de R$ 40 era alvo de críticas dos atleticanos, que ainda tinham os custos com o deslocamento é o tempo de viagem.

Mal sabia Alexandre Kalil, o próprio Réver, ou qualquer outro torcedor, que naquele 19 de junho de 2010 estava chegando um zagueiro para marcar época com a camisa alvinegra.

Galo e Raposa se enfrentam no Mineirão, em final com jogo único nesse sábado. Quem vencer levar o título, em caso de empate a decisão será nos pênaltis.

João Leite é o jogador com o maior número de títulos pelo Atlético-MG - Reprodução/Instagram

Portanto, Réver pode ser campeão mais uma vez pelo Atlético se igualar ao goleiro Kafunga. Jogador que mais temporada defendeu o Galo, foram 20 anos entre a estreia e o último jogo, o legendário arqueiro defendeu a meta atleticana de 1935 até 1954 e foi campeão 11 vezes. Foram dez Mineiros e uma Copa dos Campeões, que o Atlético tenta junto à CBF o reconhecimento como Campeonato Brasileiro.

O primeiro lugar do ranking é de João Leite, o atleta que mais vezes atuou pelo Atlético. Foram 684 partidas disputadas e 12 títulos conquistados, sendo 11 vezes o Mineiro e uma Copa Conmebol, em 1992. No levantamento feito pelo UOL Esporte, entraram na conta somente as competições oficiais. Títulos de torneios amistosos, como os que o Galo disputou aos montes na Europa, principalmente nos anos 1980, não estão na lista.

Aos 37 anos e na segunda passagem pela Cidade do Galo, o zagueiro saiu em 2015 para defender Internacional e Flamengo, e retornou em 2019, Réver já viveu de tudo um pouco pelo Atlético. Se agora o momento é fartura e bonança, o Alvinegro pode levar seu quinto troféu nos seis últimos disputados, já teve também o tempo de vacas bem magras pelos lados de Lourdes. Nos Brasileiros de 2010 e 2011, por exemplo, a luta contra o rebaixamento até a penúltima rodada nas duas edições, sempre com reação durante o segundo turno.

Não era fácil jogar no Atlético, tanto que Réver demorou quase dois anos entre a estreia e o primeiro título, que foi o Mineiro de 2012. Mas de lá para cá, o capitão do Atlético empilhou taças: outros três estaduais, uma Recopa, uma Supercopa do Brasil, duas Copas do Brasil, um Brasileirão e uma Libertadores.

Certamente, a conquista da América foi a mais especial dela. Ao lado de Leonardo Silva, com quem formou uma das defesas mais icônicas do Atlético, as Torres Gêmeas, Réver ajudou a colocar fim num incômodo jejum de grandes conquistas. Sem tratar as duas Copas Conmebol conquistadas em 1992 e 1997 como títulos de primeira grandeza, a Libertadores de 2013 foi realmente libertadora para o Atlético. Tanto que entre 2013 e 2021, menos de uma década, o Galo acumula conquistas relevantes e se coloca ao lado de Palmeiras e Flamengo como um dos três grandes protagonistas do futebol nacional.

A manutenção de um elenco forte faz com Réver tenha condições de igualar Kafunga e até mesmo de empatar, ou passar João Leite. “Ano passado foi brilhante, fantástico. Espero que a gente consiga repetir em 2022. Sabemos da dificuldade, mas sabemos que temos elenco para que possa acontecer novamente. É fazer o que temos de melhor, trabalhar firme e forte”, comentou Réver.

Falta o Mundial

Réver ergue a taça de campeão inédito da Libertadores para o Atlético-MG - AFP PHOTO / VANDERLEI ALMEIDA

Apesar de estar atrás de João Leite e Kafunga, em número de títulos, Réver é tratado por muitos como o jogador mais vitorioso da história do Atlético. Desconsiderando a importância que tinham os estaduais nas primeiras décadas do século passado, as conquistas de Réver são de fato mais importantes. Tem Brasileirão, tem Copa do Brasil e tem Libertadores.

Mas falta um, falta o Mundial, “É um título muito importante. Tive a felicidade de disputar, mas acabamos ficando no meio do caminho. Se vier acontecer, e vamos trabalhar para isso, uma possível conquista do bi da Libertadores, eu gostaria e muito de participar, mas não depende só de mim. Tem um tempo ainda até lá, vamos trabalhar para colocar uma certa pressão com um possível título para que eu possa estar também no Mundial”, disse Réver, que tem contrato com o Atlético até dezembro.

Em 2013, Réver esteve com o Atlético no Marrocos, para a disputa do Mundo de Clubes. No entanto, o Galo não foi feliz em solo africano e nem sequer chegou à final. Para 2022, o grande objetivo é conquistar a América mais uma vez. Se der certo, o Mundial será o sonho alvinegro mais uma vez.

O último clássico

Réver tem contrato com o Atlético até dezembro de 2022 - Pedro Souza/Atlético-MG

Para disputar um eventual Mundial, Réver teria de renovar o contrato, já que a edição 2022 será disputada no começo de 2023. Exatamente como aconteceu com o Palmeiras, que disputou o Mundo de Clubes em fevereiro passado. Sem ter a certeza de que renovará o contrato com o Atlético, ou até mesmo se vai se aposentar no fim da temporada, Réver pode disputar neste sábado o último clássico da carreira.

Como o Cruzeiro está na Série B do Brasileiro, um novo encontro entre os gigantes de Minas Gerais só pode acontecer na Copa do Brasil.

“Eu não tenho pensado em último clássico, último jogo, tenho pensado jogo a jogo, particularmente não penso dessa maneira. Eu quero dar meu melhor todos os dias. Então, penso primeiramente neste jogo de sábado como uma oportunidade, um jogo diferente por ser uma final em jogo único.

Com 15 clássicos no currículo, o que faz dele o jogador nos dois clubes com mais experiência em Atlético x Cruzeiro, Réver quer passar para os os jogadores com menos tempo de clube como a partida diante da Raposa é diferente e especial para os atleticanos.

“É uma semana totalmente diferente, é um clássico, é uma final. Por se tratar de um clássico, já tem um sabor diferente e ainda tem o componente de ser uma final. Então, é uma semana especial, temos de vivenciar isso o máximo possível. Sabemos que temos um grupo jovem, talvez um ou outro ainda não saiba o que é o clássico mineiro, mas a gente tenta colocar isso em prática durante a semana, para que no sábado todos estejam bem preparados. É aproveitar os treinamentos da semana e colocar em prática no jogo. Mas não podes colocar uma carga maior do que deve carregar, pois não temos apenas o clássico pela frente. Depois de sábado teremos outras decisões no ano.”

Mas para estar em campo no sábado, Réver terá de vencer uma disputa complicada dentro da Cidade do Galo. Godín começou a temporada como titular e Junior Alonso está de volta e pode reestrear pelo clube. Nathan Silva e Igor Rabello também estão na briga pelas vagas na defesa alvinegra.

Fonte: UOL.

Botão Voltar ao topo
%d blogueiros gostam disto:

Bloqueador de Anúncio Detectado

Nosso conteúdo é gratuito e o faturamento do nosso portal é proveniente de anúncios. Desabilite o seu bloqueador de anúncios para ter acesso ao conteúdo do Portal G37.