Minas Gerais

Conta de luz da Cemig pode subir 5,2% para clientes residenciais em Minas Gerais

A Agência Nacional de Energia Elétrica propôs reajuste de 5,2% na tarifa dos clientes residenciais da Cemig Distribuição em Minas Gerais. A proposta faz parte do processo de Reajuste Tarifário Anual de 2026 da companhia e ainda será analisada pela diretoria da Aneel na próxima terça-feira, 26 de maio de 2026.

Até o momento, não há definição oficial sobre os percentuais que serão aplicados aos consumidores. A Cemig informou que a Aneel já disponibilizou a proposta apresentada pelo relator do processo, mas ressaltou que o resultado ainda depende de deliberação do órgão regulador do setor elétrico.

Embora o percentual proposto para os consumidores residenciais seja de 5,2%, o efeito médio do reajuste para todas as classes de clientes da Cemig Distribuição é estimado em 6,5%. A concessionária atende cerca de 9,5 milhões de clientes em Minas Gerais.

Segundo a Cemig, se a proposta for aprovada, o impacto será percebido de forma gradual pelos consumidores a partir das faturas emitidas em junho, com vencimento em julho de 2026. Isso ocorre porque as contas podem reunir parte do consumo ainda calculada pela tarifa antiga e parte já calculada com a nova tarifa, conforme a data de leitura de cada unidade consumidora.

Entre os fatores que mais pressionaram o reajuste estão as despesas com geração de energia ao longo do ano e o crescimento dos incentivos à geração distribuída, especialmente sistemas de energia solar. Esses custos entram na composição tarifária analisada pela Aneel.

A Cemig informou ainda que, pela proposta preliminar, a distribuidora fica com 27,5% do valor da conta de luz. Essa parcela é destinada à remuneração de investimentos, depreciação dos ativos e outros custos da concessão. Os demais 72,5% são direcionados a encargos setoriais, tributos, compra de energia, transmissão e receitas irrecuperáveis.

Do total da fatura, 18% são destinados a encargos setoriais, 21% a tributos pagos aos governos federal e estadual, 23% à energia comprada, 10% aos encargos de transmissão e 0,5% a receitas irrecuperáveis. A Cemig também informou que tributos como taxa de iluminação pública, ICMS, PIS e Cofins são repassados aos entes públicos correspondentes.

A companhia destacou que o percentual proposto para a Cemig está entre os menores aplicados às grandes distribuidoras do país em 2026. A empresa citou que distribuidoras de estados como Rio de Janeiro e São Paulo tiveram aumentos superiores a 10% neste ano.

A proposta ainda precisa ser aprovada pela Aneel. Somente após a deliberação será possível confirmar os percentuais finais, a data exata de aplicação e os impactos por classe de consumo.

Portal G37

Portal de Notícias de Divinópolis e Região Centro-Oeste de Minas Gerais
Botão Voltar ao topo

Bloqueador de Anúncio Detectado

Nosso conteúdo é gratuito e o faturamento do nosso portal é proveniente de anúncios. Desabilite o seu bloqueador de anúncios para ter acesso ao conteúdo do Portal G37.