Menino de 4 anos tem tímpano rompido e fraturas no rosto após agressão em Pará de Minas; padrasto é preso

Um caso de violência contra uma criança de apenas 4 anos chocou Pará de Minas nesta semana. O menino sofreu graves ferimentos após ser agredido, e o principal suspeito é o padrasto, de 24 anos, preso em flagrante na quarta-feira (27).
O caso
Segundo a Polícia Militar (PM), a mãe da criança, de 26 anos, relatou que flagrou o companheiro no banheiro de casa segurando o filho pelos pés. Durante a ação, o menino caiu e bateu a cabeça no vaso sanitário. Ela também contou que, no dia anterior, já havia notado hematomas no rosto da criança.
Levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, os médicos constataram rompimento do tímpano e duas fraturas faciais. Diante da gravidade, o menino foi transferido na quinta-feira (28) para o Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), em Divinópolis, onde segue em acompanhamento médico.
Prisão do suspeito
O padrasto, que não teve o nome divulgado, possui antecedentes criminais por lesão corporal e agressão. Ele foi preso em flagrante e conduzido à delegacia, onde a Polícia Civil ratificou a prisão. Em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional.
Além disso, a Polícia Civil informou que foram solicitadas medidas protetivas para a mãe e a criança, visando garantir a segurança da família.
Violência infantil em Minas Gerais
Casos como esse acendem o alerta para a violência doméstica contra crianças. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais, milhares de ocorrências de maus-tratos e agressões a menores de idade são registradas todos os anos no estado, muitas delas cometidas dentro da própria casa, por pessoas próximas à vítima.
Especialistas alertam que sinais como hematomas, medo repentino, comportamento retraído e lesões sem explicação plausível devem servir de indício para que vizinhos, professores e familiares denunciem.
Rede de proteção
O caso em Pará de Minas está sob acompanhamento do Conselho Tutelar, que deve definir, junto à Justiça, medidas de amparo para a criança e a mãe. O Ministério Público também poderá atuar para garantir que a vítima receba suporte psicológico e acompanhamento contínuo.
A denúncia de maus-tratos pode ser feita de forma anônima pelo Disque 100, além de canais como a Polícia Militar (190) e o Conselho Tutelar local.


















